Sabatina Estadão: Solange critica intervenção em 2005

A deputada Solange Amaral (DEM), candidata à prefeitura do Rio, apoiada pelo atual prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), criticou duramente hoje, durante sabatina promovida pelo Grupo Estado , a intervenção federal na saúde do município, em 2005. Foi uma violência, disse ela, atribuindo o fato a ex-ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva, como José Dirceu e Luiz Gushiken.

Agência Estado |

Ela lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ilegal a intervenção no município "por 11 a zero".

Apesar das críticas, a candidata do DEM pregou o entendimento entre os governos do município, Estado e União para o combate à dengue. A candidata do DEM lembrou que acontecem escândalos de corrupção na área de saúde, citando o caso dos Sanguessugas e o das ONGs no governo estadual do casal Garotinho, e pediu "muito cuidado" com as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), destaque do governo Sérgio Cabral (PMDB) no Estado do Rio de Janeiro e que também se constitui em uma das principais bandeiras do candidato Eduardo Paes (PMDB).

Segundo Solange Amaral, as UPAs "são implantadas sem servidor público e sem licitação". "É recurso público. Tem critérios para serem usados." De acordo com ela, a manutenção da UPA custa quase o triplo de um posto de saúde normal. Solange repetiu diversas vezes que as UPAs estão sendo feitas sem licitação. "Meu grande receio é a motivação eleitoral", afirmou. Ela comentou que há 11 hospitais estaduais no município do Rio e cobrou proposta do governo estadual.

Apesar da crítica à intervenção em 2005, a candidata do DEM disse que seu primeiro ato no governo, caso seja eleita, será procurar o presidente Lula para tratar de questões essenciais para a cidade, como as áreas de saúde e transporte. Ela disse também que buscará entendimentos com o governador do Rio.

Favelas

Na sabatina, Solange Amaral defendeu o programa favela-bairro, de infra-estrutura para as favelas já existentes e a regulação do crescimento desses locais, por meio de investimento em moradia formal e transportes. De acordo com a candidata, se não há transporte público de qualidade e se não há moradia para as pessoas que precisam, elas vão morar próximas ao trabalho, mesmo que em favelas.
Ela ainda observou que as favelas na capital fluminense têm mais de um século e que o problema de favelização não é exclusivo da cidade. Deu exemplos no Estado do Rio de cidades onde as favelas estão crescendo citando Cabo Frio, Petrópolis e Teresópolis.

Transportes

A deputada federal afirmou que se for eleita dará ênfase às seguintes questões: maior entendimento com os governos estadual e federal; implantação do bilhete único - em parceria com o governo do Estado - para a melhoria do setor de transportes e maior atenção para a saúde, sobretudo no setor de prevenção.

Ela também defendeu outro ponto bastante atacado do governo Cesar Maia, que é a aprovação automática na rede de escolas, com avaliações só em fins de ciclo. "Não defendo a pedagogia da repetência. Defendo os princípios do professor Darcy Ribeiro, do professor Anísio Teixeira", disse. Ela comentou que 33 mil alunos foram retidos em fim de ciclo no ano passado entre os 750 mil da rede municipal. E defendeu outras medidas como a diminuição do número de alunos por turma.

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