A deputada federal Solange Amaral (DEM), convidada de hoje da série de sabatinas do Grupo Estado com candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro, se mostrou favorável à vinda do Exército e da Força Nacional de Segurança (FNS) para a cidade e defendeu a adoção do programa Tolerância Zero, usado na cidade norte-americana de Nova York, em áreas específicas da cidade, como o centro. Ela ainda disse que, se eleita, não vai armar a Guarda Municipal e irá comprar mil câmeras para serem colocadas nos centros de comércio da cidade, para ajudar na vigilância.

Ela prometeu "avançar no trabalho de prevenção" ao crime, dando prosseguimento às políticas de prevenção de dependência química, educação de crianças e adultos, iluminação nas ruas, dentre outras. Deixou claro, porém, que essa é uma questão que depende das polícias, do governo do Estado e não da prefeitura. "Depende de o governo do Estado não investir só na questão dos confrontos, mas também no patrulhamento das ruas", disse.

De acordo com a candidata, é preciso cobrar das autoridades policiais o patrulhamento das ruas, inclusive porque "o crime de oportunidade, de comércio, avançou 51%", afirmou, sem citar o período. Ela disse que o carioca quer segurança. Solange também citou que a revitalização do Porto do Rio, no centro, é prioridade. Nesse sentido, ela disse que já conversou com o ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, sobre o assunto e que será implantado o maior aquário da América Latina na área. "Fala-se em atrair o Cirque du Soleil" para a região, afirmou.

Casas populares

A deputada federal também afirmou que "é absolutamente possível fazer até mais de cem mil casas populares", e argumentou que pretende usar incentivos tributários e terrenos para isso. "Recurso não é só dinheiro em caixa." Ela apontou como dificuldade a falta de interlocução com o governo federal. "Não há interlocutor. O interlocutor é um banco", disse a candidata, referindo-se à Caixa Econômica Federal (CEF).

Solange afirmou que o Brasil é um "país curioso", onde se compra automóveis com preços de R$ 40 mil ou R$ 50 mil "com pouquíssima exigência, mas não se compra casa própria". Ela, que foi secretária municipal de Habitação, informou que na atual gestão do prefeito Cesar Maia, seu padrinho político, foram construídas 18 mil moradias populares. Segundo a candidata, se eleita, ela quer "cuidar das pessoas".

Cidade da Música

Ela defendeu também grandes obras feitas na administração Cesar Maia, como a Cidade da Música e o complexo para os Jogos Pan-americanos de 2007. "O legado do Pan é o Rio finalista para as Olimpíadas de 2016", afirmou. Sobre a Cidade da Música, obra criticada por todos os demais candidatos, ela disse que a construção do Teatro Municipal, no início do século passado, também foi muito atacada.

"A Cidade da Música é um equipamento de altíssima qualificação, feito por um dos cinco mais importantes arquitetos do mundo e vai trazer oferta de cultura qualificada que não existe no hemisfério sul", afirmou. Ainda referindo-se a Cesar Maia, Solange Amaral disse que vai governar "também de laptop". Comparou que "tem gente" que pretende governar "com a foice e o martelo, instrumentos tão superados".

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