Sabatina Estadão: Maluf promete mais Cingapuras

O candidato do PP à Prefeitura da capital paulista, Paulo Maluf, disse durante sabatina no Grupo Estado que se for eleito vai construir mais Cingapuras. E citou que a Zaki Narchi era a favela mais imunda de São Paulo e hoje tem muita dignidade, com diversos apartamentos.

Agência Estado |

Segundo ele, o Cingapura não deu só moradia, como deu dignidade para a população.

A respeito de seus planos para o setor de educação, Maluf disse que contou com um dos melhores educadores do País, Sólon Borges dos Reis, presidente do centro do professorado paulista, e disse que pretende fazer na cidade a educação de melhor qualidade do País. Ele citou em sua gestão instalou os primeiros laboratórios de informática, a melhor merenda, duas reestruturações para professores, o programa leve-leite e convênio com o então reitor do Mackenzie, o ex-governador Cláudio Lembo, para reciclagem de professores. Maluf disse que sua gestão ficou quatro anos sem greve no setor.

Maluf disse que se for eleito para a Prefeitura, vai instalar laboratórios de informática nas escolas por acreditar que a reciclagem na educação é fundamental. "Se eu não me renovasse como engenheiro, ficava no papel vegetal, na caneta nanquim", exemplificou. O candidato disse que pretende mexer em um plano polêmico, a educação à distância. "As professoras não gostam da educação à distancia, acham que perdem status, ficam como coordenadora daquela aula."

Críticas

Apesar das diversas críticas que fez sobre a gestão da Marta Suplicy (PT) no Executivo municipal, o candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, disse hoje que considera os Centros Educacionais Unificados (CEUs) e o Bilhete Único dois bons projetos executados pela ex-prefeita. "Os CEUs, sem dúvida nenhuma, dão educação de qualidade, mas evidentemente é preciso ter orçamento para isso", disse. "O projeto é bom, e se eu for prefeito, vou fazer mais e melhores CEUs do que os que ela fez", acrescentou.

Ao falar sobre o significado da expressão "malufismo", o candidato do PP disse que quem defende a bandeira do malufismo quer as coisas resolvidas. "Como eu estou há 41 anos na vida pública, e como eu tenho um grande orgulho de ter sido votado em todas as urnas do Estado, pelas obras que eu fiz, malufista é um cara que quer as coisas resolvidas, que não quer papo furado", disse. Em relação ao bilhete único, Maluf elogiou a decisão de Kassab de ampliar de duas para três horas o tempo de validade do bilhete, mas disse que duas semanas antes do anúncio da medida, ele já havia anunciado que faria isso se fosse prefeito. "Não sei se ele ouviu", afirmou.

Maluf elogiou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e disse que, se fosse presidente, a teria apresentado ao Congresso. "A lei é muito bem-vinda e se eu fosse presidente do Brasil eu teria feito essa lei", disse. O ex-prefeito negou que a lei poderia ter limitado os gastos com obras em sua gestão caso já existisse a LRF e aproveitou para atacar os adversários."Mandei fazer um estudo sobre isso, porque sempre vem essa conversa fiada. Não quero atacar ninguém, mas quero dizer que deixei o Estado com R$ 5 bi de dívida. Já os tucanos venderam tudo e agora a dívida do Estado é de R$ 80 bi", comparou.

"Itamar Franco deixou uma dívida interna de R$ 70 bi. Fernando Henrique Cardoso deixou a dívida em R$ 700 bi e vendeu tudo. Faltou pouco para vender tudo, o Banco Central e o Palácio da Alvorada", ironizou. Segundo Maluf, ele e Reynaldo de Barros foram os prefeitos que menos endividaram a capital paulista, enquanto Marta e Luiza Erundina foram as que mais endividaram a cidade.

Maluf disse ter muito orgulho de ter sido prefeito da capital paulista. "Tenho muito orgulho, porque nessa cidade ninguém anda 1 quilômetro sem ver obra do Paulo Maluf", afirmou. "Essas obras e viadutos muitos não lembram, mas lembro de tudo que fiz como se fossem minhas filhas", acrescentou. Em seguida, aproveitou para ironizar Marta e Geraldo Alckmin (PSDB). "Nada contra psicólogos ou anestesistas, mas eu sou engenheiro", disse, ao falar sobre sua capacidade para governar a cidade.

Liberdade de imprensa

Ao final da sabatina, Maluf falou sobre sua presença no Grupo Estado . "Eu tive muito orgulho de estar aqui porque eu acredito na liberdade de imprensa, e o primeiro homem que defendeu a liberdade de imprensa nesse País foi Paulo Maluf", declarou. "Acredito que a imprensa tem que ser livre, porque é a mídia que fiscaliza os políticos na verdade", concluiu.

Os encontros têm transmissão ao vivo pela TV Estadão . Ontem, o prefeito e candidato do DEM à reeleição, Gilberto Kassab, passou pela sabatina. A série foi aberta na segunda-feira, com a presença da ex-prefeita e candidata pelo PT, Marta Suplicy, e na terça foi sabatinado o ex-governador e candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin. Pela ordem, virão em seguida Soninha Francine (PPS) amanhã e Ivan Valente (PSOL), que fechará o ciclo na próxima segunda-feira.

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