O candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, disse hoje, na sabatina realizada pelo Grupo Estado , que uma das grandes responsáveis pela poluição do ar na cidade é a Petrobras. Segundo ele, o diesel, combustível utilizado pelos ônibus e caminhões, é uma das principais causas dos altos níveis de poluição da capital paulista.

"A Petrobras se nega a tirar enxofre do diesel. As refinarias da Petrobras não são desenvolvidas como as de outros países do mundo", criticou.

O candidato disse ainda que a gasolina da Petrobras não tem qualidade, e por isso não é exportada para países da Europa e Estados Unidos. "A Petrobras tem excesso de gasolina e não consegue exportar. Europa e Estados Unidos rejeitam a gasolina brasileira porque ela não é pura, então só exportamos para países da África, que não fazem exigências", argumentou. E completou: "Os grandes poluidores da cidade são os derivados do petróleo, e infelizmente a Petrobras tem monopólio."

Ao ser questionado sobre como resolveria os problemas de trânsito de São Paulo, Maluf alegou que as pessoas têm o direito de comprar carros. "Você não pode proibir quatro milhões de pessoas de tirar a carta. Você não quer que elas não comprem carro? Graças a Deus tem distribuição de renda", afirmou.

"No quarteirão onde moro, na Rua Costa Rica, há três casas e não têm lugar para estacionar, embora todos os proprietários tenham garagens. Mas os funcionários têm carro, graças a Deus, as empregadas, motoristas, copeiras. Graças a Deus São Paulo tem 6 milhões de veículos", defendeu. "Quando o automóvel está rodando, ele não gera poluição, só quando está parado."

Árvores e enchentes

Maluf disse que não tem responsabilidade pela poluição da cidade. Ele disse ter criado a secretaria do Verde e do Meio Ambiente em sua gestão. "Plantamos quase um milhão de árvores na cidade e fomos até processados, porque plantamos eucalipto, que seca o solo. E eu até brincava, se seca é ótimo, vai evitar enchentes", declarou. "Na iniciativa privada, minha empresa já plantou mais de 100 milhões de árvores", garantiu.

Ao ser questionado sobre os gastos com a construção da então Avenida Água Espraiada, hoje Avenida Jornalista Roberto Marinho, considerado o quilômetro construído mais caro do mundo, Maluf respondeu que ela teve custo zero. Segundo ele, com os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) emitidos na região, não houve custo para a população. "A Água Espraiada custou zero, o Cepac financiou", garantiu.

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