O prefeito de São Paulo e candidato do DEM à reeleição, Gilberto Kassab, disse que acredita muito que irá ao segundo turno, mas ainda não sabe contra quem. Em sabatina realizada pelo Grupo Estado , ele negou que haja feridas abertas com a divisão ocorrida no PSDB, quando uma parte do partido refutou a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin para apoiar a sua reeleição, e disse que num eventual segundo turno todos estarão juntos.

"Segundo turno é para somar forças e todos irão superar as divergências para estar juntos e ganhar as eleições".

Questionado sobre a partidarização que está ocorrendo nessa campanha eleitoral, Kassab disse que não é correto partidarizar as eleições e exemplificou com o fato de que o governador José Serra (PSDB) vai continuar apoiando o próximo prefeito, "seja quem for". E aproveitou para alfinetar novamente a adversária do PT, Marta Suplicy. "Marta cometeu esse equívoco e levou um puxão de orelhas da ministra (da Casa Civil) Dilma Rousseff", disse o prefeito, numa referência à afirmação da ministra de que o governo federal continuará ajudando a cidade de São Paulo, independente de quem vença o pleito.

Transportes

Kassab disse ainda que sua gestão promoveu muitos avanços na área de transporte e criticou os prefeitos que o antecederam por não terem investido para ampliar as linhas de Metrô da cidade. "No fundo, o paulistano paga hoje pela omissão das gestões anteriores", afirmou. Na avaliação de Kassab, a falta de investimentos na malha metroviária da cidade ocorreu por razões que não as questões financeiras. "Não faltou dinheiro. Gastaram bilhões em obras de infra-estrutura, túneis, viadutos, avenidas, ruas e pontes, e nada no Metrô", disse. "Muito possivelmente porque estavam interessados em colocar nome em placa, em fazer licitação", acrescentou.

O prefeito disse que investirá, até o fim do ano, R$ 1 bilhão no Metrô, e insinuou que a promessa de Marta Suplicy, de investir R$ 490 milhões, não será cumprida. "Marta disse que iria colocar dinheiro (quando foi prefeita, na administração anterior) e não colocou", argumentou. Ele lembrou também que a proposta orçamentária da União não prevê investimentos no Metrô da capital paulista, embora outras cidades tenham sido beneficiadas nessa área. Kassab afirmou ainda que investirá no Rodoanel, o que deve diminuir o trânsito nas marginais Pinheiros e Tietê.

No médio prazo, ele prometeu que fará novos corredores de ônibus e criticou os corredores construídos pela ex-prefeita Marta Suplicy. "A ex-prefeita disse que fez 200 quilômetros de corredor, mas corredor como ela fez nós podemos fazer mil", ironizou, citando que esses corredores não possuem pontos de ultrapassagem e encontram cruzamentos no caminho. "Estamos fazendo dois corredores como devem efetivamente ser feitos. São bons corredores", disse, em referência aos corredores do Expresso Tiradentes e Celso Garcia, respectivamente com 32 km e 30 km. "Se ao longo da próxima gestão eu fizer mais dois corredores desse nível, terei deixado 120 quilômetros de bons corredores. Acho que está razoável, não vou fazer promessas."

Kassab disse que realizou muitos estudos na área de trânsito e transporte que foram implementados de forma definitiva, e explicou que medidas como a faixa de motos na Avenida 23 de Maio foram abandonadas porque não deram certo após um período de experiência. "Existe um certo marketing da oposição, que procura atribuir à gestão uma imagem de indecisão, mas não é, é de trabalho", declarou. Ele disse que o rodízio de caminhões proporcionou uma melhoria de 22% no trânsito da cidade. "Está uma maravilha? Claro que não está. São Paulo tem uma frota de 6 milhões de veículos, 40 mil entram por mês. É um grande desafio", concluiu.

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