Sabatina Estadão: Crivella quer união com Lula e Cabral

Na abertura da série de sabatinas do Grupo Estado com candidatos às prefeituras do Rio e de São Paulo, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), primeiro colocado nas pesquisas eleitorais da capital fluminense, citou saúde, habitação, educação e segurança como suas prioridades e defendeu parcerias da Prefeitura com os governos federal e estadual. Na área de saúde, ele citou a proposta de ampliação do programa federal de saúde da família no município do Rio.

Agência Estado |

De acordo com ele, apenas o programa cobre 70% da população de Niterói e "só cinco insuficientes e vergonhosos pontos percentuais" no Rio, o que teria contribuído para a crise da dengue na cidade.

Para a área da habitação, ele diz que pretende deter o "processo de favelização" do Rio, com subsídios estatais, inclusive federais, para construir 100 mil residências em terrenos federais. Os projetos seriam feitos em parceria com o setor privado, especialmente com o Sindicato de Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon) que já tem propostas nesse sentido. De acordo com ele, a Prefeitura iria precisar de R$ 1,3 bilhão para isso. "Isso é quase o que gastamos com a Cidade da Música", disse ele, que criticou a iniciativa da obra na Barra da Tijuca, projeto do atual prefeito Cesar Maia (DEM). "Não vou construir monumentos. Vou tratar do povo", disse.

Na área de educação, o candidato frisou que pretende mudar o sistema de avaliação, melhorar a merenda escolar e entende que a Prefeitura deve dar uniforme completo para os estudantes. As roupas para os estudantes seriam feitas em comunidades carentes. Na segurança, pretende que a Guarda Municipal atue menos administrativamente e mais em pequenas causas, para "aliviar a carga da polícia".

Royalties de petróleo

Crivella disse também que o Rio deve entrar na briga contra um movimento para tirar os royalties de petróleo. Crivella, que está liderando as pesquisas eleitorais para a prefeitura, atribuiu o movimento à bancada de São Paulo. Disse ter muito orgulho "da locomotiva do País", mas queixou-se que a legislação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) beneficia São Paulo em relação aos produtos industriais, com a cobrança no local da produção, e ao petróleo, no local do refino. Crivella se declarou contra "o confisco fiscal, o confisco tributário e o centralismo político".

Recentemente, em evento com a União Nacional dos Estudantes (UNE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a mudança de destinação dos recursos do petróleo devido às descobertas das camadas de pré-sal e citou que "o petróleo não é do governador do Estado do Rio de Janeiro". O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) tem defendido abertamente a redistribuição dos royalties, que diz hoje "ser muito concentrados" no Estado do Rio e em poucos municípios.

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