Sabatina Estadão: Alencar admite erro do PSOL no RS

O candidato a prefeito do Rio e deputado federal, Chico Alencar (PSOL), disse hoje durante sabatina do Grupo Estado que acha que foi um erro e é uma contradição o seu partido aceitar uma contribuição do Grupo Gerdau para a campanha da candidata à prefeitura de Porto Alegre, a deputada federal Luciana Genro, filha do ministro da Justiça, Tarso Genro (PT). De acordo com ele, a gaúcha Gerdau ofereceu R$ 100 mil para todos os candidatos à prefeitura de Porto Alegre.

Agência Estado |

Ele ressalvou que "não há vedação estatutária" do partido a aceitar a contribuição e elogiou Luciana como "deputada seriíssima, incorruptível". Mas disse que "é melhor trilhar um caminho franciscano".

Segundo Alencar, o PSOL defende o financiamento público de campanha. Ele explicou também que diferencia doações pelo porte da empresa, sendo contrário a receber recursos das grandes empresas. "A gente acredita na democratização da economia", disse. "Grandes empresas têm muito mais força de lobby", afirmou. Ele disse, porém, que aceitaria doações de pequenos comerciantes. Disse que estabeleceu um teto de gastos para sua campanha de R$ 400 mil, mas prevê gastar só R$ 250 mil.

O candidato a prefeito do Rio pela coligação PSOL-PSTU voltou depois ao tema da associação de criminalidade e política a que já tinha se referido no início da sexta edição da série de sabatinas do Grupo Estado com os candidatos a prefeito do Rio. Referindo-se aos candidatos a vereadores, disse que "muitos querem imunidade parlamentar para ter impunidade criminal". Ele comentou que tem um projeto de lei de sua autoria com o deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) que impede a candidatura dos que têm problemas com a Justiça em primeira instância.

Dívida externa

Alencar disse também que a dívida externa brasileira "foi internalizada", mesmo assim, defendeu que nos fóruns internacionais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "com toda a sua popularidade de Silva e ex-pobre, devia fazer a renegociação internacional" dessa dívida. Ele reagiu à pergunta de um internauta que qualificou como "um delírio" as posições do PSOL sobre a dívida e a defesa do partido de reestatização da Vale. "Há poucos anos a Vale ser estatal era um delírio?", disse Alencar. "Claro que a gente não defende a reestatização de tudo", afirmou o candidato, que enfatizou a crítica à privatização da Vale, ocorrida em 1997, que, de acordo com ele, foi realizada "na Bacia das Almas".

Alencar criticou ainda a "arrogância e prepotência" da candidata do PCdoB ao cargo, Jandira Feghali, por ela ter dito que representa o pólo de unificação da esquerda na cidade, defendendo o voto útil nela própria. Segundo Alencar, a campanha no Rio ainda está indefinida. A série de sabatinas do Grupo Estado , iniciada na semana passada, se encerra amanhã com Jandira Feghali. Marcelo Crivella (PRB), Alessandro Molon (PT), Eduardo Paes (PMDB), Fernando Gabeira (PV) e Solange Amaral (DEM) já participaram do evento. A partir da próxima semana, será a vez dos candidatos à Prefeitura de São Paulo.

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