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Sabatina Estadão: Alckmin fala em segurança máxima

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, citou hoje, ao comentar na sabatina do Grupo Estado a questão da segurança pública, as ações do ex-prefeito de Nova York, o republicano Rudolph Giuliani, que ficou conhecido pela política de tolerância zero, uma das principais marcas de sua administração. Apesar disso, evitou comparações.

Agência Estado |

"Tolerância zero é uma força de expressão. Vamos ter segurança máxima", disse.

Ele criticou o que chamou de "multiplicidade" de polícias e disse que, como prefeito, investirá para elevar a segurança da população. "A Prefeitura tem tudo a ver com segurança", afirmou. "Pretendo criar a secretaria municipal de segurança urbana e da cidadania", disse, acrescentando que não quer disputar o poder de polícia com o Estado - que comanda as polícias civil e militar -, mas sim "complementar" o trabalho.

Alckmin garantiu que investirá em iluminação pública, instalará 18 mil câmeras de vídeo na cidade e aumentará o efetivo da Guarda Municipal Metropolitana em 10 mil pessoas. Além disso, garantiu que fechará os desmanches de carro que existem na capital paulista. "Acho que a Prefeitura pode ser grande colaboradora do Estado e até do governo federal", declarou. "Fizemos esforço (como governador) na área de segurança para valer, e esse entusiasmo vamos levar para a Prefeitura."

Impostos

Alckmin evitou assumir o compromisso de acabar com o Imposto Sobre Serviços (ISS) para os profissionais autônomos, conforme prometeu a candidata petista Marta Suplicy na sabatina de ontem. "Eu vou reduzir a carga tributária, por convicção", disse, lembrando as reduções e isenções que implementou como governador. "Fico até satisfeito ao ver que a candidata do PT diz que vai reduzir, a mesma que criou taxas. Mas ela esqueceu de avisar seu partido, que queria prorrogar CPMF", provocou. "Agora o governo federal aprovou a criação da CSS na Câmara e só está esperando passar eleição para aprovar no Senado, em um momento que inflação está crescendo no mundo inteiro."

Questionado sobre o que acha de seu apelido "picolé de chuchu", dado pelo jornalista José Simão, respondeu: "Eu gosto muito do Zé Simão. Gosto de gente bem-humorada. Levo na esportiva, não tem o menor problema". Durante a sabatina, Alckmin revelou que tem carta de motoqueiro, ao dizer que pretende fazer uma fiscalização rigorosa dos motoboys na cidade. Ele propôs ainda que, se eleito, a criação de mais faixas exclusivas para motocicletas, como a existente na Avenida Sumaré, e a criação de ciclovias, como meio de transporte alternativo.

Metrô

O candidato do PSDB lamentou que o acidente da Linha 4 do Metrô seja usado politicamente. "Eu lamento que tragédias como essa (com mortes) sejam usadas de forma tão mesquinha nessa briga política, lamento profundamente", afirmou, dizendo que deixou o governo de São Paulo em março de 2006 para disputar a Presidência da República e o acidente ocorreu em janeiro do ano seguinte. "Tudo está sendo apurado e o Metrô tem equipe técnica qualificada, as responsabilidades serão apuradas."

Ainda sobre o acidente da linha 4 do Metrô, Alckmin disse que o que ocorreu "não tem nada a ver com as Parcerias Público Privadas (PPPs)." E defendeu a apuração e a punição dos eventuais responsáveis. O tucano disse, ainda, que os governadores (citando também José Serra e Cláudio Lembo, que o sucedeu por alguns meses no cargo) não acompanham diariamente as obras que estão sendo executadas no Estado. E provocou: "Como se vai exigir do presidente da República (responsabilidade) de uma obra que caiu?"

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