Rússia pressiona por novo pacto estratégico de armas com EUA

Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - A Rússia fez um apelo neste sábado por um novo acordo com os Estados Unidos para substituir o pacto estratégico de redução de armas nucleares START-1, afirmando ser uma prioridade para reiniciar as relações políticas conforme Washington havia pedido.

Reuters |

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, durante uma conferência sobre desarmamento, um dia depois de conversas bilaterais com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em Genebra, disse:

"Nós estamos preparados para, como foi sugerido por nossos parceiros americanos, 'reiniciar' nossas relações... Concluir legalmente um novo tratado russo-americano de cumprimento obrigatório sobre armas de ofensiva estratégica pode se tornar um passo prioritário nessa direção".

Falando em entrevista coletiva mais tarde, Lavrov também pediu que Washington leve em consideração as preocupações de Moscou na revisão dos planos para organizar um escudo antimísseis no Leste Europeu, de forma a conter ameaças nucleares.

Lavrov acrescentou que tal sistema seria visto por Moscou como uma ameaça à Rússia.

"Se uma terceira área de posicionamento no Leste Europeu for realmente criada, envolverá riscos para os interesses estratégicos da Federação Russa. Nós teríamos que levar em consideração medidas para minimizar este risco", afirmou o ministro. "Ao mesmo tempo, nós preferimos não agir nessa direção", completou ele.

Hillary na sexta-feira também priorizou o estabelecimento de um novo acordo com a Rússia para substituir o tratado START-1 (Redução Estratégica de Armas) sobre a redução de armas de longo alcance, que foi negociado durante a disputa de superpotências da Guerra Fria e que expira em dezembro de 2009.

A Rússia vê o tratado como base do controle de armas pós-Guerra Fria e acredita que não encontrar uma substituição adequada pode desordenar o equilíbrio estratégico.

Lavrov, durante a conferência sobre desarmamento, citou o presidente Dmitry Medvedev dizendo que um novo acordo deve limitar não apenas ogivas nucleares, "mas veículos de lançamento estratégico, como mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos lançados de submarinos e bombardeios pesados".

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