Rubert Murdoch planeja comprar New York Times, diz Vanity Fair

LOS ANGELES (Reuters) - Rubert Murdoch almeja comprar o jornal The New York Times e brincou com a possibilidade de adquirir uma considerável participação minoritária da Bloomberg News, afirmou Michael Wolff, da Vanity Fair, em um artigo da edição de outubro da revista. Murdoch, presidente e diretor-executivo da News Corp, comprou o jornal The Wall Street Journal e adora fofocar sobre as notícias e até repassa histórias ele próprio, escreveu Wolff.

Reuters |

O empresário também vê sua própria família tomada pelo tipo de conflito interno que atingiu os Bancroft, que acabaram por vender-lhe o Journal.

Como ele poderia evitar esse panorama?, perguntou Wolff a Murdoch. 'Ah, é simples. Eu não posso. Tudo o que posso fazer é adiar isso', respondeu o empresário.

Wolff, que escreve uma biografia sobre o magnata dos meios de comunicação nascido na Austrália, relata que, antes de alinhavar o acordo de compra do Journal, Murdoch, 'durante uma hora mais ou menos', decidiu que a Merrill Lynch & Co Inc, atingida por problemas financeiros, estaria pronta para vender sua participação acionária de 20 por cento na Bloomberg e que ele compraria o lote.

Esse acordo nunca se concretizou, mas Murdoch acabou por adquirir um dos jornais mais renomados dos EUA e agora volta suas armas para outro --o New York Times.

'Obviamente, trata-se de algo irresistível para ele. Eu o vi analisar os números, planejar uma fusão com as operações de base do Journal e fantasiar sobre uma demissão em massa dos funcionários assim que ele ingressasse naquele templo sagrado', escreveu Wolff.

A News Corp não pôde ser contatada para fazer comentários sobre o artigo.

Wolff conta também sobre um encontro, em meados deste ano, entre Murdoch, Roger Ailes, chefe do canal de TV Fox News (da News Corp), e o candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama.

Obama perguntou por que se incomodaria em até mesmo falar com Ailes, já que a Fox havia retratado o democrata como uma pessoa 'suspeita, estranha e medonha'. Ailes respondeu que o canal de notícias talvez não tivesse tratado o candidato dessa forma se Obama tivesse aparecido na Fox.

'Uma trégua inicial, que pode ou não ter grande significado histórico, foi acertada naquele momento', escreveu Wolff.

O jornalista acrescentou que, antes das prévias democratas em Nova York, perguntou a Murdoch sobre em quem ele, Wolff, deveria votar, e o empresário respondeu: 'Obama --ele venderá mais jornais'.

A matéria da Vanity Fair pode ser lida na internet, no endereço http://tinyurl.com/vanityfairmurdoch.

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