Polícia investiga como metralhadora israelense chegou a estudante

Dois alunos no Rio Grande do Sul foram flagrados na escola com armas na escola

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul |

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul tenta saber a origem das armas de fogo carregadas por dois estudantes de escolas públicas flagrados nesta terça-feira em Porto Alegre. Uma delas é de fabricação israelense e de uso restrito no Brasil. A polícia investiga ainda um terceiro caso em uma escola da zona norte da cidade.

Menos de uma semana depois do massacre ocorrido no Rio de Janeiro , duas escolas de Porto Alegre descobriram que seus alunos portavam armas de fogo na mochila nesta terça. A Polícia Civil agora quer saber a origem da arma e a motivação dos dois adolescentes.

Pela manhã, um garoto de 14 anos , aluno da 5ª série da escola estadual Doutor Oscar Tollens, na zona leste da cidade, foi pego depois que uma professora percebeu que ele carregava um revólver calibre 22 na mochila. À direção da escola, ele disse que estava sofrendo ameaças de um desafeto e havia conseguido a arma emprestada de um amigo para se defender. A arma, de fabricação americana, apresentava mau estado de conservação.

AE
Estudante de Porto Alegre é levado pela polícia após ser pego com arma em escola: agora, objetivo é descobrir quem entregou pistola e metralhadora para jovens
O segundo caso foi registrado durante a tarde desta terça, após uma denúncia anônima. Um adolescente de 16 anos, aluno da 7ª série da escola municipal Lauro Rodrigues, no bairro Passo das Pedras, na zona norte, foi flagrado levando na mochila uma submetralhadora 9mm, de fabricação israelense e uso restrito às polícias e forças armadas no Brasil.

Os dois adolescentes terão de cumprir uma medida sócioeducativa, de liberdade assistida e trabalhos comunitários. A polícia ainda não sabe como as armas foram parar na mão deles.

“Vamos verificar se outras pessoas podem ser responsabilizadas pelo fornecimento das armas. Dificilmente elas chegaram sozinhas aos adolescentes”, afirma o delegado Andrei Vivan, que investiga os casos.

Ao juizado, o adolescente de 14 anos disse que estava tentando se proteger. O estudante de 16 anos alegou ter encontrado a arma que levava para a escola. Para o delegado, a proximidade com o tráfico faz com que adolescentes recebam armas de quadrilhas. “Normalmente, quando acontece isso, há domínio de pessoas violentas ou ligadas ao tráfico, que jogam as armas na mão dos adolescentes, que fazem alguns trabalhos”, diz o delegado.

Agentes da Polícia Civil estiveram nas duas escolas nesta quarta-feira. Também foi realizada uma reunião com a Coordenadoria Regional de Educação para reforçar o trabalho de prevenção e conscientização dos estudantes. O delegado pretende pedir ajuda ao exército para descobrir a origem da arma de fabricação israelense. Há ainda um terceiro caso, denunciado à polícia há dois dias, que está sendo investigado. Um estudante estaria levando uma arma para uma escola da zona norte da cidade.

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