Motorista que atropelou ciclistas é transferido para cadeia

Ricardo Neis está internado em clínica psiquiátrica desde o dia 1º de março. Defesa entrou com pedido de habeas corpus na quinta

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul |

Daniel Cassol
Ricardo José Neis, que atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre
A juíza Rosane Michels, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, determinou nesta sexta que Ricardo José Neis, responsável pelo atropelamento de um grupo de ciclistas no dia 25 de fevereiro, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, seja transferido para o Presídio Central da capital. Ele estava internado em um hospital psiquiátrico desde o dia primeiro de março. A defesa entrou com um pedido de habeas corpus nesta quinta-feira e aguarda, ainda para esta sexta, a decisão.

A decisão da juíza aconteceu na manhã desta sexta, depois da análise do laudo do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) sobre as condições de saúde do acusado, que permanecia internado no Hospital Parque Belém. Segundo a juíza, o exame não diagnosticou doença nem apontou necessidade de internação. O perito do IPF também não constatou quadro depressivo, risco de suicídio e necessidade de atendimento médico especializado.

Para a Polícia Civil, Ricardo José Neis, funcionário do Banco Central, é autor de uma tentativa de homicídio duplamente qualificada, por motivos fúteis e sem direito de defesa às vítimas. Ele conduzia seu automóvel na noite de sexta quando foi trancado no trânsito pela manifestação dos ciclistas do grupo Massa Crítica. Após uma discussão, ele acelerou seu veiculo contra os ciclistas, levando oito pessoas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS).

Após fugir sem prestar socorro às vítimas, Neis se apresentou na Delegacia de Trânsito no dia 28. Ele alegou ter tentado proteger seu filho de 15 anos que estava no carro porque teria sido ameaçado de linchamento pelos ciclistas, após uma discussão. No dia seguinte, ele conseguiu se internar no Hospital Parque Belém, para atendimento psiquiátrico. Os advogados de defesa justificaram a medida devido ao grau de stress em que Neis se encontrava. Com prisão preventiva decretada, Neis estava sob custódia policial.

Apesar da remoção para o Presídio Central, Neis pode ver acatado o pedido de habeas corpus impetrado nesta quinta pelo seu advogado de defesa, Jair Antônio Jonco. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça informou que o pedido pode ser apreciado ainda nesta sexta por um desembargador.

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