Ministra quer Comissão da Verdade até o fim do ano

Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, defende que grupo para investigar o período militar comece a trabalhar ainda em 2011

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul |

AE
Maria do Rosario, ministra dos Direitos Humanos
A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse nesta sexta-feira em Porto Alegre esperar que o Congresso Nacional aprove ainda este ano a Comissão Nacional da Verdade, que investigará as circunstâncias das mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar (1964-1985). Ela sugeriu ainda que a Assembleia Legislativa gaúcha disponibilize documentos de seu acervo para a futura comissão.

A ministra participou de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia na manhã desta sexta. Conforme havia falado no Senado no dia anterior, Maria do Rosário disse que o governo federal não irá pressionar a Câmara dos Deputados , mas espera que a aprovação da Comissão da Verdade aconteça ainda este ano.

“Estamos em contato com o deputado Marco Maia [presidente da Câmara], com as lideranças, mas sempre afirmamos, tanto eu como o ministro Jobim [Defesa] e o ministro José Eduardo Cardozo [Justiça], que nós buscamos no Parlamento que ele defina qual o ritmo. Eu gostaria que tivéssemos uma resposta para apresentar à sociedade neste ano ainda”, afirmou Maria do Rosário.

Na quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou a realização de uma audiência pública sobre o tema, ainda sem data definida.

Maria do Rosário comentou ainda a retirada do dia 31 de março, data do golpe militar de 1964, do calendário oficial de comemorações do Exército, conforme publicou a “Folha de São Paulo” na quinta-feira.

“É um sinal de que as Forças Armadas destacam as principais datas do Brasil como aquelas que são reconhecidas por toda a população brasileira, o 7 de setembro, o 15 de novembro, o 19 de novembro, as datas da pátria. Isso é o mais importante. O 31 de março não é uma data importante do ponto de vista da afirmação nacional brasileira. O mais importante é saudarmos a democracia que estamos construindo”, afirmou a ministra.

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