Inacabada, investigação sobre avião da TAM é alvo de protestos

Familiares e amigos das vítimas do maior acidente aéreo da história do País reclamam de lentidão do Ministério Público

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul |

AE
Homens do Corpo de Bombeiros trabalham um dia depois do acidente com o avião da TAM, em 18 de julho de 2007. A tragédia se tornou a maior da aviação brasileira
Próximo dos quatro anos da tragédia com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ocorrido em julho de 2007, os familiares das 199 vítimas aguardam a conclusão da denúncia do Ministério Público Federal. Um protesto realizado neste domingo em Porto Alegre pediu rapidez na conclusão do inquérito, cuja expectativa era de que ficasse pronto no final do ano passado.

“Queremos uma celeridade por parte do Ministério Público Federal, para que apresente as suas conclusões. A nossa expectativa é de que haja denúncia”, afirma Dário Scott, presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054 (Afavitam). Os familiares realizaram uma manifestação neste domingo próximo do aeroporto Salgado Filho, de onde partiu o avião no dia 17 de julho de 2007.

A Afavitam espera que o procurador Rodrigo de Grandis conclua o inquérito antes que a tragédia complete quatro anos. A expectativa era de que o trabalho estivesse concluído até o final do ano passado. “Já estamos em abril, e para chegar aos quatro anos, está perto. Sabemos da complexidade do processo. Queremos que ele esteja no foco do Ministério Público Federal”, destaca Scott.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, além da Polícia Federal e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), realizaram investigações que estão de posse do procurador. A investigação conduzida em São Paulo indiciou representantes da Infraero, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da TAM, além de pedir providências em relação à Airbus, fabricante da aeronave.

“Houve responsabilidade de todos. Cabe ao Ministério Público Federal determinar o grau da responsabilidade e achar as pessoas que ocupavam os cargos neste momento”, defende o presidente da Afavitam.

Procurada pelo iG , a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal de São Paulo disse que o procurador Rodrigo de Grandis não se manifesta sobre o caso.

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