Exército investiga soldados que dançaram versão funk do hino nacional

Desrespeito aos símbolos nacionais é crime previsto no código penal militar e pode resultar em pena de detenção de um a dois anos

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul |

Um vídeo publicado no Youtube gerou polêmica na pequena cidade de Dom Pedrito, de 40 mil habitantes, localizada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Nele, seis soldados fardados dançam funk no embalo de uma versão do hino nacional brasileiro.

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O vídeo foi publicado na semana passada pelos próprios soldados, que depois o retiraram do ar - mas não a tempo de ser replicado por outros usuários da internet. Ao som da versão tradicional do hino, os militares da 3ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada se perfilam e batem continência. A música deriva para um funk e os soldados começam a dançar.

nullO vídeo gerou polêmica em Dom Pedrito, cidade localizada a cerca de 450 quilômetros de Porto Alegre. O comandante da unidade, major Robinson Vasques, determinou a instauração de um Inquérito Policial Militar. Os soldados permanecem desenvolvendo suas atividades normalmente.

De acordo com o procurador Dimorvan Leite, do Ministério Público Militar de Bagé, que analisará o caso, o desrespeito aos símbolos nacionais é crime previsto no código penal militar e pode resultar em pena de detenção de um a dois anos. "Esse crime tem uma certa gravidade no meio militar, porque não permite a suspensão condicional da pena. Ela tem que ser cumprida", afirma o procurador.

Dimorvan foi informado do caso há cerca de uma semana e aguarda o recebimento do Inquérito Polcial Militar. Ele diz que questões como o nível de escolaridade dos envolvidos podem amenizar a pena, que poderia até se converter em uma punição disciplinar.

"Vou ter que levar em conta o grau de instrução desses militares, me parece que eram recrutas recém incorporados. Quando chegar o inquérito, vou ver o plano de instrução, se eles estavam no periodo básico, se sabiam realmente a gravidade do que estavam fazendo. Todo cidadão tem uma noção, ainda que mínima, de que é preciso respeitar o hino", diz.

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