Ricardo José Neis permanece internado em hospital psquiátrico

Os advogados de defesa de Ricardo José Neis, responsável pelo atropelamento de um grupo de ciclistas, no dia 25 de fevereiro, em Porto Alegre, devem protocolar o pedido de habeas corpus nesta quinta-feira. O acusado permanece internado em um hospital psiquiátrico da capital. 

Segundo o advogado Jair Antônio Jonco, a falta de alguns documentos pessoais do acusado fez com que o pedido não fosse impetrado nesta quarta-feira. Jonco justifica o pedido de habeas corpus afirmando que o acusado não pode mais prejudicar a coleta de provas e nem pretende fugir. 

“Ele tem residência fixa, emprego, é servidor público. Não vai se furtar a comparecer na Justiça ou na delegacia se for chamado. Além disso, as provas já estão constituídas”, disse Jonco. “A partir do momento em que se apresentou a polícia, assumiu o que fez, não tem porque fugir”, esclareceu. Na semana passada, um estudante de Direito havia feito o pedido por conta própria, mas a Justiça decidiu não analisar porque a defesa do acusado já havia divulgado que entraria com o habeas corpus.

Servidor do Banco Central, Ricardo Neis atropelou ciclistas que participavam de uma manifestação do grupo Massa Crítica, que defende o uso da bicicleta. O fato ocorreu no dia 25 de fevereiro, no bairro Cidade Baixa. Neis fugiu e somente se apresentou à polícia dois dias depois, alegando ter entrado em pânico e tentado proteger seu filho que estava no carro, durante uma discussão com os ciclistas. Depois de depor na polícia, ele buscou internação no Hospital Parque Belém, para atendimento psiquiátrico.

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Neis por tentativa de homicídio duplamente qualificada – por motivo fútil e sem que as vítimas tivessem chance de defesa. Na última segunda-feira, Neis passou por uma avaliação médica no Instituto Psiquiátrico Forenste (IPF) e o resultado também deve ser divulgado nesta quinta-feira. A polícia quer a transferência do acusado para o IPF.

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