Bebidas ilegais vão virar combustível e material de limpeza

Convênio entre Receita Federal e Universidade Federal de Santa Maria vai transformar produtos apreendidos em novos produtos

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul |

Um convênio firmado nesta segunda pela delegacia regional da Receita Federal e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na região central do Rio Grande do Sul, vai dar um destino diferente a milhares de litros de bebidas ilegais apreendidas. Uísque, cachaça e outras bebidas vão virar álcool combustível e materia de limpeza para ser utilizado na universidade.

Esses produtos poderão ser utilizados na frota de veículos da universidade e também como material de limpeza”, afirma o diretor do Colégio Politécnico

Segundo o delegado da Receita em Santa Maria, Alexandre Rampelotto, há cerca de 20 mil litros de bebidas ilegais atualmente ocupando os depósitos da instituição. O convênio com o Colégio Politécnico da UFSM permitirá o repasse de até cinco mil litros por semana.

“Tínhamos uma preocupação com o destino das mercadorias. Quando há uma implicação com a saúde e o meio ambiente, procuramos alternativas”, esclarece Rampelotto. Ele explica que, por estar localizada na região central do Estado e combater contrabando nas áreas de fronteira, a delegacia regional da Receita conta com um “volume significativo” de bebidas ilegais apreendidas.

As garrafas serão destruídas pela Receita Federal, que destinará os cacos de vidro a cooperativas de reciclagem da cidade e encaminhará ao colégio apenas o líquido descaracterizado e impróprio para consumo ou venda. No Colégio Politécnico, que contava com uma pequena destilaria para pesquisa com etanol, serão produzidos álcool combustível, álcool para limpeza e álcool em gel.

“Esses produtos poderão ser utilizados na frota de veículos da universidade e também como material de limpeza”, afirma o diretor do Colégio Politécnico, Canrobert Kumpfer Werlang. Além dos destilados, bebidas fermentadas também poderão ser aproveitados. Os resíduos poderão ser utilizados como adubo. Segundo o diretor, o projeto contribuirá para o desenvolvimento da pesquisa e envolverá alunos do colégio e também graduandos e pós-graduandos da UFSM.

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