Assistente social Edelvânia Wirganovicz chegou no local às 9h20. Crime que matou garoto de 11 anos aconteceu em abril

Começou nesta segunda-feira (8) em Três Passos, no Rio Grande do Sul a segunda audiência do caso Bernardo Boldrini. Dos quatro réus, apenas a assistente social Edelvânia Wirganovicz está no fórum. O pai, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini e o irmão da assitente social, Evandro Wirganovicz, não estão presentes.

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A assistente social chegou ao local por volta das 9h20 escoltada por agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Diferente da primeira audiência, realizada em agosto, poucas pessoas protestavam em frente ao fórum.

Ao todo, mais sete testemunhas de acusação vão prestar depoimentos ainda hoje. O casal Carlos e Juçara Petry, que tinha uma relação muito forte com o menino, a professora dele, Simone Muller, a ex-babá, Elaine Marisa Wentz - que relatou uma tentativa de asfixia da madrasta -, a ex-secretária de Leandro, Andressa Wagner e outras duas pessoas.

Depois de encerrada a segunda etapa, novas audiências serão realizadas com as testemunhas que não estivaram presentes. Após ouvir todas as 77 testemunhas, o juiz vai decidir se o caso segue ou não para Júri Popular.

A morte

O corpo do garoto de 11 anos foi encontrado no dia 14 de abril, dez dias após desaparecer, enterrado em uma mata na cidade de Frederico Westphalen, que fica a 80 quilômetros de Três Passos, onde a família reside.

Desde o dia em que o corpo de Bernardo foi descoberto, o pai, a madrasta e uma amiga dela - a assistente social Edelvânia Wirganovicz, que teria ajudado a ocultar o corpo - estão presos. A última vez em que Bernardo foi visto, no dia 4 de abril, ele estava no carro da madrasta.

O laudo da perícia confirmou que substâncias do sedativo Midazolam foram encontradas no corpo de Bernardo. Para que o inquérito seja concluído, outros depoimentos ainda serão tomados e serão analisados laudos com resultados sobre o material colhido no corpo, na cova e nos automóveis.

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