Defesa Civil do Estado afirma ainda que entre as vítimas 558 estão em abrigos municipais e 2.392, em casas de conhecidos

Agência Brasil

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou, neste domingo (20), que 2.950 pessoas ainda estão desabrigadas ou desalojadas em razão das fortes chuvas que atingem o Estado desde o final de junho. Destas, 558 estão em abrigos municipais e 2.392 em casas de parentes e vizinhos.

Barcos percorrem ruas alagadas no município de Barra da Guarita, a 483 km de Porto Alegre
Divulgação/Defesa Civil RS
Barcos percorrem ruas alagadas no município de Barra da Guarita, a 483 km de Porto Alegre

De acordo com o último boletim, 168 municípios foram afetados – 138 decretaram situação de emergência e dois, estado de calamidade pública. Os temporais na região causaram a morte de três pessoas nas cidades de Arroio do Tigre, Jacutinga e Cerro Grande do Sul.

No sábado (19), a presidente Dilma Rousseff e o governador Tarso Genro sobrevoaram as áreas atingidas pelas chuvas em Uruguaiana, na fronteira oeste do Estado. Eles saíram da capital, Porto Alegre, às 9h15 e chegaram à região por volta das 10h30, sobrevoando durante cerca de dez minutos os 12 bairros atingidos.

Após o sobrevoo, a presidente e o governador se reuniram com prefeitos da região para discutir as condições da população prejudicada pelas chuvas. Dilma afirmou que o governo federal se prontificará para tomar todas as medidas necessárias para a reconstrução e recomposição das cidades atingidas.

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Na reunião, Dilma explicou como funciona a assistência do governo federal em casos de enfrentamento a desastres naturais, que estão divididos em quatro eixos: resgate/acolhimento das vítimas; recuperação dos serviços essenciais interrompidos (saúde, desobstrução de ruas); reconstrução e prevenção. A presidente destacou que em todos os estágios é fundamental a participação dos Estados, municípios e governo federal, trabalhando juntos no processo.

“A reconstrução é para as condições que foram comprometidas pelo desastre natural, seja enchente, seja desbarrancamento, seja qualquer forma que altere as condições de vida numa região. Prevenir é uma ação que pode estar muito ligada, porque você pode reconstruir diminuindo as condições de risco", disse.

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