Graciele Ugulini responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Graciele Boldrini, madrasta do menino Bernardo
Reprodução/Facebook
Graciele Boldrini, madrasta do menino Bernardo

A justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de Graciele Ugulini, madrasta do menino Bernardo Boldrini para poder rever a filha que era meia irmã do garoto. O juiz entendeu que não havia segurança para a filha dela no ambiente do sistema carcerário.

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Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz são acusados pela morte de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, cometido em 4 de abril. Os três primeiros responderão por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima) e todos por ocultação de cadáver. Leandro Boldrini foi denunciado, ainda, por falsidade ideológica.

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O caso

Segundo o Ministério Público, a morte de Bernardo teve início em Três Passos, por volta das 12h, e culminou com sua execução, aproximadamente às 15h, em Frederico Westphalen no dia 11 de abril. Na ocasião, Graciele Ugulini levou o enteado até Frederico Westphalen. Ao iniciar a viagem, ainda em Três Passos, ministrou-lhe, via oral, a substância midazolam, sob o argumento de que era preciso evitar enjoos.

Em seguida, já na cidade vizinha, Graciele e Bernardo se encontraram com Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta, rumando, os três, para local antecipadamente escolhido na Linha São Francisco, Distrito de Castelinho, próximo a um riacho, onde uma cova vertical fora aberta dias antes.

Dando sequência ao crime, segundo a denúncia, Graciele Ugulini, sempre auxiliada por Edelvânia Wirganovicz, com o pretexto de dar uma “picadinha” aplicou em Bernardo injeção intravenosa da substância midazolam, em quantidade suficiente para lhe causar a morte, conforme laudo pericial que atestou a presença do medicamento no estômago, rins e fígado da vítima.

O corpo de Bernardo, que estava desaparecido havia 10 dias, foi encontrado em uma área de mata na cidade de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, no dia 14 de abril. Ele estava sumido desde a semana anterior, quando teria saído de casa para ir dormir na casa de um amigo, onde nunca chegou.

No dia em que Bernardo sumiu, a madrasta foi multada por excesso de velocidade em uma rodovia a caminho de Frederico Westphalen.

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