Madrasta do menino Bernardo não vai poder encontrar com a filha

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Graciele Ugulini responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Reprodução/Facebook
Graciele Boldrini, madrasta do menino Bernardo

A justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de Graciele Ugulini, madrasta do menino Bernardo Boldrini para poder rever a filha que era meia irmã do garoto. O juiz entendeu que não havia segurança para a filha dela no ambiente do sistema carcerário.

Mais: Madrasta dizia que Bernardo era 'uma semente do mal'

Delegada: 'Não tenho dúvida do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga'

Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz são acusados pela morte de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, cometido em 4 de abril. Os três primeiros responderão por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima) e todos por ocultação de cadáver. Leandro Boldrini foi denunciado, ainda, por falsidade ideológica.

Pedido: 'Cuide bem do nosso filho', diz suposta carta da mãe antes de morrer

Entrevista coletiva da Polícia Civil, em Três Passos, apresenta inquérito do Caso Bernardo. Foto: Divulgação/Polícia CivilInquérito do Caso Bernardo Boldrini tem mais de 2 mil páginas e 11 volumes. Foto: Divulgação/Polícia CivilO corpo do menino, morador de Três Passos, foi encontrado no dia 14 de abril, dez dias após desaparecer. Foto: DivulgaçãoO atestado de óbito de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, registra por morte violenta. Foto: Jader Benvegnú/Futura PressVelório do corpo de Bernardo Uglione Boldrini, no Hospital de Caridade de Santa Maria. Foto: Jader Benvegnú/Futura PressEnterro do corpo de Bernardo Uglione Boldrini de 11 anos, na manhã desta terça-feira (15), no Cemitério Ecumênico Municipal de Santa Maria. Foto: Jader Benvegnú/Futura PressBernardo é enterrado ao lado da mãe no Cemitério Ecumênico Municipal de Santa Maria (RS). Foto: Jader Benvegnú/Futura PressBernardo e a mãe em foto usada durante velório do menino em Três Passos, no Rio Grande do Sul. Foto: Jader Benvegnú/Futura Press

O caso

Segundo o Ministério Público, a morte de Bernardo teve início em Três Passos, por volta das 12h, e culminou com sua execução, aproximadamente às 15h, em Frederico Westphalen no dia 11 de abril. Na ocasião, Graciele Ugulini levou o enteado até Frederico Westphalen. Ao iniciar a viagem, ainda em Três Passos, ministrou-lhe, via oral, a substância midazolam, sob o argumento de que era preciso evitar enjoos.

Em seguida, já na cidade vizinha, Graciele e Bernardo se encontraram com Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta, rumando, os três, para local antecipadamente escolhido na Linha São Francisco, Distrito de Castelinho, próximo a um riacho, onde uma cova vertical fora aberta dias antes.

Dando sequência ao crime, segundo a denúncia, Graciele Ugulini, sempre auxiliada por Edelvânia Wirganovicz, com o pretexto de dar uma “picadinha” aplicou em Bernardo injeção intravenosa da substância midazolam, em quantidade suficiente para lhe causar a morte, conforme laudo pericial que atestou a presença do medicamento no estômago, rins e fígado da vítima.

O corpo de Bernardo, que estava desaparecido havia 10 dias, foi encontrado em uma área de mata na cidade de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, no dia 14 de abril. Ele estava sumido desde a semana anterior, quando teria saído de casa para ir dormir na casa de um amigo, onde nunca chegou.

No dia em que Bernardo sumiu, a madrasta foi multada por excesso de velocidade em uma rodovia a caminho de Frederico Westphalen.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas