Mais de 20 mil são afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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18.501 pessoas foram desalojadas e 1.732 desabrigadas nas 126 cidades atingidas; 78 delas decretaram situação de emergência

Agência Brasil

Mais de 20 mil tiveram que deixar suas casas devido às fortes chuvas que castigam o Rio Grande do Sul neste início de inverno, o mais chuvoso desde 1983, segundo dados de institutos de meteorologia consultados pelo governo estadual.

Sexta: Chuva provoca alagamento em Porto Alegre

Roberto Vinícius/Futura Press
Chuva provoca alagamento em Porto Alegre (arquivo)

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De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual, 18.501 pessoas foram desalojadas e 1.732 desabrigadas nas 126 cidades atingidas. 78 delas já decretaram situação de emergência.

Após uma rápida e pequena redução, a quantidade de pessoas afetadas por enchentes ou enxurradas voltou a subir a partir da manhã da última sexta-feira (4), quando, segundo o governo estadual, 15.670 pessoas estavam fora de suas residências. Na terça-feira (2), esse total chegava a 22 mil pessoas.

As famílias desalojadas são aquelas que tiveram que deixar suas casas e se hospedar temporariamente na casa de parentes e amigos. Já os desabrigados são aqueles que, sem ter para onde ir, foram abrigados em espaços públicos fornecidos pelo governo.

Mais: Chuvas deixam mais de 8 mil pessoas desabrigadas no Rio Grande do Sul

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as condições meteorológicas favorecem a ocorrência de chuvas isoladas, entre moderadas e fortes, nas regiões oeste e sul do estado. Além disso, a chegada de uma nova frente fria deve derrubar ainda mais a temperatura, nos próximos dias, e provocar geadas, nevoeiros ou névoa.

Na última quinta-feira (3), o governo estadual anunciou algumas medidas de apoio às pessoas e empreendimentos prejudicados pelas enchentes, como a antecipação do pagamento, pelos próximos três meses, do bolsa família aos beneficiários do programa e a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores que moram em cidades cujos decretos de situação de emergência ou calamidade forem homologados pelo Ministério da Integração Nacional.

A antecipação dos Benefícios de Prestação Continuada, pagos à famílias com pessoas com deficiência ou pessoas idosas, com renda per capita inferior a um quarto de salário mínimo, nos municípios com decreto de situação de calamidade, também fazem parte do pacote de ajuda.

O governo do Rio Grande do Sul também solicitou à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a liberação de 30 mil cestas básicas para serem distribuídas às famílias atingidas. Já ao Ministério da Pesca e de Aquicultura foi pedida a antecipação do pagamento do seguro defesa aos pescadores das regiões atingidas.

O governo gaúcho também autorizou a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) a reduzir em 67% o valor da tarifa de água, pelos próximos dois meses, para as famílias que obtiverem da prefeitura um atestado de que foram atingidas.

Quem já paga a tarifa social (R$ 24,14) pagará apenas R$ 7,74 pelos próximos 60 dias. Já as secretarias da Habitação e Saneamento e de Desenvolvimento Rural disponibilizarão, às prefeituras das cidades afetadas, técnicos e servidores que trabalharão na recuperação de poços artesianos da área rural ou na perfuração de novos poços.

Na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff viajou a Porto Alegre (RS) e se reuniu com o governador Tarso Genro e com prefeitos de 14 cidades gaúchas atingidas. Ela garantiu que o governo federal vai apoiar a reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes.

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