Submetido a detector de mentira, pai nega participação na morte de Bernardo

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

O uso do detector de mentira foi uma estratégia da defesa e o questionário foi aplicado por um perito "não oficial"

Divulgação
O menino, morador de Três Passos, ficou desaparecido por 10 dias

O médico Leandro Boldrini, acusado pela Polícia Cívil gaúcha, de participar da morte do filho, Bernardo, de 11 anos, foi submetido a um depoimento com detector de mentiras. Ele, mais uma vez, negou participação no assassinato, segundo o programa Fantástico, da Rede Globo. De acordo com o laudo do equipamento, o médico não mente quando fala que não participou da morte do menino, no dia 4 de abril deste ano.

"Eu gostava do Bernardo. Eu gosto dele ainda hoje. Eu não fui o mentor da morte do Bernardo, não planejei. Jamais faria uma coisa destas; Fizeram uma coisa alheia ao meu conhecimento", disse Boldrini, que está preso na unidade prisional de Charqueadas, região metropolina de Porto Algre, acusado de aplicar uma injeção letal no menino.

Leia mais: Polícia indicia pai de Bernardo, madrasta e amiga por homicídio qualificado

Depoimento do pai: Madrasta dizia que Bernardo era 'uma semente do mal'

Delegada: 'Não tenho dúvida do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga'

O depoimento com uso de detector de mentira é uma estratégia da defesa, segundo programa. A polícia já tinha sugerido que o equipamento fosse usado, mas Boldrini negou. A aplicação de um questionário com 40 perguntas foi feita por um perito, que procurou a defesa do médico e se ofereceu para fazer o teste de graça por acreditar na inocência do médico, disse a defesa. 

Boldrini disse ainda que nunca havia presenciado agressões físicas por parte da madrastro do menino. O aparelhou indicou que ele falava a verdade.

Veja vídeo dos últimos momentos de Bernardo com vida

Segundo a polícia, Bernardo foi morto com uma injeção letal e enterrado em um matagal no unicípio de Frederico Westphalen, no norte do Rio Grande do Sul. O pai, a madrastra Graciele Ugulini, e uma amiga da mulher Edelvania Wirganovicz são acusados de participarem do crime e estão presos. As mulheres negam que Boldrini tenha envolvimento no assassinato do filho.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas