Juiz nega pedido de advogado e mantém prisão de pai de Bernardo Boldrini

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Justiça nega revogação de prisão de médico suspeito de matar o próprio filho; Juiz desqualifica teoria de morte acidental

O juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos, negou o pedido de revogação da prisão temporária do médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo. Boldrini foi preso temporariamente no dia 14 de abril por suspeita de envolvimento na morte do menino.

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Facebook/Reprodução
Pai e a madrasta de Bernardo, suspeitos pela morte do menino, continuam presos

O corpo do garoto de 11 anos foi encontrado no dia 14 de abril, dez dias após desaparecer, enterrado em uma mata na cidade de Frederico Westphalen, que fica a 80 quilômetros de Três Passos, onde a família reside.

O laudo da perícia confirmou que substâncias do sedativo Midazolam foram encontradas no corpo de Bernardo. Para que o inquérito seja concluído, outros depoimentos ainda serão tomados e serão analisados laudos com resultados sobre o material colhido no corpo, na cova e nos automóveis.

Além do pai, a madrasta Graciele Ugulini também teve a prisão temporária decretada em 14 de abril. Ambos suspeitos de terem assassinado o menino Bernardo Uglioni Boldrini, de 11 anos, morto no dia 4 de abril. Também está presa a assistente social Edelvânia Wirganovicz, que teria ajudado a ocultar o corpo - estão presos. A última vez em que Bernardo foi visto, no dia 4 de abril, ele estava no carro da madrasta.

Álbum de família/divulgação
Saudade.Depois da morte da mãe, em 2010, Bernardo sofreu vivendo com o pai e a madrasta

Em sua decisão, Agostini afirmou que a revogação da prisão temporária nesse momento prejudicaria as investigações. Ele afirmou que a prisão temporária foi decretada por 30 dias, em razão do crime hediondo, prazo ainda não esgotado. Além disso, ponderou que estão em curso diversas investigações ainda não concluídas. Em nota, o TJ afirma que é imprescindível aguardar o término da investigação e do prazo da prisão temporária, quando então será apreciada a existência dos requisitos para a decretação da prisão preventiva dos investigados.

Ao pedir a revogação da prisão, o advogado de Leandro alegou que as declarações prestadas pela madrasta que isentou o pai de Bernardo do crime e afirmou que morte do menino foi acidental. “Com efeito, não impressiona o teor do depoimento da investigada Graciele Ugulini. Não é de estranhar que ela negue a participação do investigado Leandro no fato, em nítida tentativa, ao que parece, de proteger seu convivente e pai de sua filha”, disse o juiz.

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