Justiça tira a guarda da filha do casal suspeito pela morte do menino Bernardo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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A menina, de 1 ano e meio, já está sob os cuidados de familiares; liminar já determinou o bloqueio dos bens de Leandro Boldrini

Leandro Boldrini e Graciele Ugolini, suspeitos pela morte do menino Bernardo, 11 anos, filho do cirurgião, tiveram a guarda da filha de 1 ano e meio suspensa pela Justiça do Rio Grande do Sul.

Ontem: Laudo aponta que Bernardo Boldrini não foi enterrado vivo

Reprodução/Facebook
Leandro Boldrini, pai do garoto Bernardo, e sua mulher, Graciele Ugolini, são suspeitos pela morte da criança no RS

Delegada: Suspeita não sabia se Bernardo estava morto quando foi enterrado

O Ministério Público moveu ação contra o casal. Enquanto isso, a responsabilidade provisória pela menina fica sendo de "algum familiar com aptidão para o encargo ou, caso inexistente, colocada em família provisória substituta ou um lar de acolhimento", segundo texto do MP.

O casal teve a prisão temporária decretada em 14 de abril, depois de a polícia encontrar o corpo de Bernardo enterrado em matagal às margens do rio Rio Mico, em Frederico Westphalen. Além do pai e da madrasta, a assistente social e a amiga da família Edelvânia Wirganovicz também foi detida como cúmplice.

Segundo ela, Graciele aplicou uma injeção no braço de Bernardo, que "foi apagando”. No trajeto entre Três Passos e Frederico Westphalen, Bernardo ouviu da madrasta que estavam indo para uma consulta com uma benzedeira e que “ele receberia um piquezinho na veia”. Após a aplicação da injeção, Edelvânia disse que elas tiraram a roupa do menino e o colocaram no buraco cavado como cova.

O corpo de Bernardo foi encontrado dez dias depois de seu desaparecido. À época, o pai relatou à polícia que o filho havia ido passar o fim de semana na casa de um amigo, mas autoridades descobriram que o garoto foi levado com a madrasta para Frederico Westphalen. 

Para a delegada Caroline Virginia Bamberg, elementos comprovam ainda o envolvimento do pai de Bernardo no crime.

Divulgação
O menino, morador de Três Passos, estava desaparecido havia 10 dias

"Eu tenho convicção que de alguma forma ele participou. Eu não vou falar porque ainda estou investigando. Não estou satisfeita. Estamos trabalhando, se não tivesse nenhuma dúvida, eu iria concluir o inquérito. Tenho de apurar a participação de cada um deles", disse ela.

Bens

A Justiça gaúcha determinou também o bloqueio dos bens do cirurgião. O pedido foi feito pela promotora da Infância e Juventude da cidade gaúcha de Três Passos, Dinamárcia Maciel de Oliveira, para "evitar que Broldrini possa vir a se desfazer desses bens (que Bernardo teria direito, já que era herdeiro) para pagar a própria defesa. Entendemos que é imoral que isso aconteça. A vítima não pode financiar a defesa de seu algoz."


Na última sexta, a Polícia Civil concluiu que Bernardo já estava morto quando foi enterrado já que, de acordo com análise do Instituto-Geral de Perícias, não foram encontrados vestígios de terra na traqueia e nos pulmões do garoto.

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