Ex-babá de menino morto no RS diz que madrasta tentou asfixiá-lo; assista

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Elaine Raber afirma que Bernardo Boldrini lhe contou que madrasta tentou sufocá-lo com travesseiro enquanto dormia

Uma ex-babá de Bernardo Uglione Boldrini, menino de 11 anos que teve o corpo encontrado em uma mata após ficar desaparecido por dez dias em Três Passos (RS), relatou que ele lhe contou que sua madrasta, a enfermeira Graciele Ugolini, tentou asfixiá-lo. "Ele me retalou que ela tentou sufocá-lo com um travesseiro", afirmou Elaine Raber, que trabalhou com a família da criança por quase dois anos.

Amiga à polícia: Menino teria sido dopado antes de receber injeção letal

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De acordo com o relato feito por Bernardo a Elaine, o ataque teria acontecido enquanto ele dormia, fazendo com que despertasse em agonia e gritando. O menino disse à ex-babá que, após acordar, viu a madrasta parada na frente de sua cama com um travesseiro na mão.

As investigações da polícia apontam que o homicídio do menino foi planejado e executado pela madrasta da criança, a enfermeira Graciele Ugolini, com ajuda da assistente social Edelvânia Wirganovicz. As duas, juntamente com o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, estão presos.

Delegada: 'Não tenho dúvida do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga'

Segundo informações repassadas à polícia pela assistente social Edelvânia, que é amiga da madrasta, Bernardo teria sido dopado com barbitúricos antes de receber uma injeção letal com um produto preparado pela madrasta no dia 4. Edelvânia é a única até agora que colaborou com a Polícia Civil. Foi ela quem indicou aos policiais o lugar onde enterraram o menino.

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De acordo com informações do jornal Zero Hora, Bernardo procurou o Ministério Público de Três Passos em janeiro e se queixou de indiferença e desamor por parte do pai e da madrasta. A promotora, na ocasião, pediu informações a órgãos da rede de proteção, como Conselho Tutelare escola, e fez levantamento sobre familiares que poderiam ter a guarda do menino.

No final daquele mês, o MP ingressou com ação na Justiça pedindo que a guarda provisória fosse dada para a avó materna, em Santa Maria. O juiz ouviu o pai, que pediu uma nova chance. Ficou estipulado um pravo para uma nova avaliação, o que acabou não acontecendo.

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