Menino teria sido dopado antes de receber injeção letal, disse amiga à polícia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Detalhes do depoimento da amiga da madrasta de Bernardo Boldrini, encontrado morto no RS, foram revelados por jornal

Divulgação
Menino estava desaparecido havia 10 dias

O menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, que teve o corpo encontrado em uma mata após ficar desaparecido por 10 dias em Três Passos (RS), teria sido dopado antes de receber uma injeção letal. As informações sobre o crime foram dados pela assistente social Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta do garoto e que teria ajudado no assassinato. Os detalhes foram publicados nesta quarta-feira pelo jornal Zero Hora.

O caso: Polícia apura se menino foi morto por injeção letal; pai e madrasta são presos
Delegada: 'Não tenho dúvida do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga'
Enterro: Corpo de menino morto é sepultado no Rio Grande do Sul

Jader Benvegnú/Futura Press
O atestado de óbito de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, registra por morte violenta

As investigações da polícia apontam que o homicídio foi planejado e executado pela madrasta da criança, a enfermeira Graciele Ugolini, com ajuda da amiga Edelvânia. As duas, junto com o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, estão presos.

Segundo a publicação, Edelvânia afirmou que o menino foi dopado com barbitúricos e morto com uma injeção letal de um produto que ela não soube informar qual era, preparada pela enfermeira e madrasta do garoto. Na viagem em que o menino foi morto, além das duas suspeitas presas, estaria no carro a filha de um ano e três meses que Graciele tem com Leandro Boldrini, pai do menino.

De acordo com as informações apuradas pelo jornal, Edelvânia afirmou que viajou com Graciele no dia 4, com a desculpa de comprar uma TV para o garoto. Ao chegar à casa da assistente social, misturaram pílulas dopantes no suco do menino, que adormeceu. Ele teria sido então assassinado com uma injeção. Edelvânia é a única até agora que colaborou com a Polícia Civil. Foi ela quem indicou aos policiais o lugar onde enterraram o menino.

Ainda de acordo com informações do jornal Zero Hora, Bernardo procurou o Ministério Público de Três Passos em janeiro e se queixou de indiferença e desamor por parte do pai e da madrasta. A promotora, na ocasião, pediu informações a órgãos da rede de proteção, como Conselho Tutelare escola, e fez levantamento sobre familiares que poderiam ter a guarda do menino. No final daquele mês, o MP ingressou com ação na Justiça pedindo que a guarda provisória fosse dada para a avó materna, em Santa Maria. O juiz ouviu o pai, que pediu uma nova chance. Ficou estipulado um pravo para uma nova avaliação, o que acabou não acontecendo.  


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