Greve de ônibus em Porto Alegre entra na segunda semana

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Vans escolares viram alternativa enquanto não há solução para impasse entre empresários e trabalhadores

Futura Press
Grevistas barram a saída de ônibus da empresa Estoril em Porto Alegre

A paralisação de motoristas e cobradores de ônibus em Porto Alegre entra na sua segunda semana a partir desta segunda-feira (3), marcada por impasse nas negociações entre empresários e trabalhadores. 

Grevistas exigem reajuste de 14%

A prefeitura tenta marcar uma nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho. "O diálogo é fundamental para se avançar num encaminhamento para a greve dos rodoviários. Se as partes não negociarem o dissídio, acabaremos postergando a busca de uma solução, o que é inadmissível porque mais de 1 milhão de pessoas estão sendo penalizadas diariamente com a falta de transporte", disse o prefeito José Fortunati.

O TRT reconheceu a greve como ilegal na semana passada, após o descumprimento de determinação para que a frota de ônibus circulasse em horários de pico, das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h, e 30% estivessem disponíveis nos demais horários. Uma multa de R$ 100 mil foi aplicada ao sindicato dos rodoviários.

Vans escolares

Cerca de 40% das 617 vans escolares credenciadas da cidade começaram a fazer o transporte coletivo da cidade esta manhã, conforme estimativa do Sindicato dos Proprietários de Veículos Escolares. A previsão é que 80% dos veículos escolares estejam circulando até amanhã. O objetivo é minimizar os transtornos da greve dos ônibus, que entrou no oitavo dia. A tarifa cobrada será a mesma das lotações, R$ 4,20.

A prefeitura e o governo estadual montaram esquema especial de segurança para garantir a circulação das vans e evitar atos de vandalismo. Agentes de trânsito da Empresa Pública de Transporte e Circulação e policiais da Brigada Militar ocupam pontos estratégicos nos principais eixos de deslocamento dos veículos escolares na capital gaúcha. Segundo a Prefeitura, desde o início da paralisação, 45 ônibus foram depredados.

Reivindicações

Em assembleia realizada na sexta-feira (31), os rodoviários decidiram manter a greve por tempo indeterminado e deixar todos os ônibus nas garagens durante a paralisação. Ainda não há previsão de nova assembleia.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, as principais reivindicações são redução da carga horária para seis horas diárias, aumento do vale-refeição para R$ 20 por dia, reajuste salarial de 14% e o fim do banco de horas.

*Com informações da Agência Brasil

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