Greve de motoristas de ônibus chega ao quinto dia em Porto Alegre

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Grevistas pedem reajustes de 14%, manutenção do plano de saúde e melhorias nas condições de trabalho

Os motoristas de ônibus de Porto Alegre estão em greve desde segunda-feira (27). Em uma reunião realizada na terça-feira (28), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) havia determinado que 70% da frota de ônibus circulasse em horários de pico, das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h, e 30% estivessem disponíveis nos demais horários, mas o sindicato decidiu descumprir a decisão, sob risco de uma multa diária de R$ 50 mil.

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Grevistas barram a saída de ônibus da empresa Estoril em Porto Alegre

Após o descumprimento da medida, o TRT reconheceu a greve como "ilegal" e, por isso, os dias parados poderiam ser descontados dos salários dos grevistas. Uma multa de R$ 100 mil foi aplicada ao Sindicato dos rodoviários.

Nesta sexta-feira (31), o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, pediu a Justiça uma intervenção mais forte da Brigada Militar contra a greve. “Mobilizamos profissionais para conduzirem os ônibus, mas constatamos que é impossível colocar os veículos nas ruas devido à falta de segurança", afirmou o prefeito.

O prefeito falou ainda que foi reiterado o pedido de aplicação de multas e a amplicação dos valores. “Nós também pedimos ao Tribunal Regional do Trabalho que marque uma nova audiência para hoje, entre representantes dos rodoviários e das empresas. Já são cinco dias nessa situação. Os cidadãos estão sendo privados do seu direito de ir e vir porque um acordo formal, assinado depois de quatro horas de reflexão e negociação, foi desrespeitado”, completou Fortunati.

Os grevistas pedem reajuste de 14%, aumento de R$ 4 no vale-alimentação, manutenção do plano de saúde e melhoria nas condições de trabalho, entre outras pautas. 


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