Os acusados podem ser condenados a perder funções públicas e ao pagamento de multa

O Ministério Público do Rio Grande do Sul vai ajuizar ação civil por improbidade administrativa contra quatro bombeiros - os ex-comandantes Altair de Freitas Cunha e Moisés da Silva Fuchs, o major Daniel da Silva Adriano e o capitão Alex da Silva Camilo - por supostas falhas na emissão de licenças e alvarás para o funcionamento da boate Kiss.

Em tese, eles podem ser condenados a perder funções públicas e ao pagamento de multa. A informação foi divulgada pelos promotores responsáveis pelo caso em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, em Santa Maria. A ação não atribuirá responsabilidades ao prefeito Cezar Schirmer (PMDB) e nem a funcionários públicos municipais.

História do incêndio

Um incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, deixou pelo menos 234 mortos e 131 de feridos. Segundo o Corpo de Bombeiros, o uso irregular de um sinalizador durante o show de uma banda teria provocado a tragédia. Ao longo dos dias, número total de mortos passou de 240

O incêndio teria começado às 2h30 da madrugada após uma faísca do sinalizador atingir o teto de isolamento acústico da boate. Ao todo, 120 homens e 112 mulheres morreram na tragédia.

*Com Agência Estado

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