Mercado de Porto Alegre não tinha plano contra incêndio

Por Agência Estado |

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Laudo que apontará as causas será emitido em um mês, mas a hipótese de incêndio criminoso foi descartada

Agência Estado

O Mercado Público de Porto Alegre, prédio de 1869 danificado em incêndio na noite do último sábado (6), não tinha Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI), segundo o Corpo de Bombeiros. Uma análise prévia de peritos aponta que de 10% a 30% do local foi destruído pelas chamas que provavelmente começaram nos restaurantes do segundo piso.

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Flavio Ferreira/Futura Press
Mercado Público de Porto Alegre após incêndio

O prefeito José Fortunati (PDT) disse que o mercado tem os equipamentos necessários. No sábado, no entanto, não havia pessoal para acionar extintores. Funcionários municipais revelaram que o PPCI está em elaboração. Segundo os bombeiros, a falta do documento não é motivo para interdição. O edifício já havia enfrentado três incêndios, em 1912, 1976 e 1979, e uma enchente, em 1941.

Fortunati recebeu um telefonema da presidente Dilma Rousseff no início da tarde de ontem. "O Mercado faz parte da alma de Porto Alegre", disse a presidente, em nota. Ela anunciou que o governo federal dará auxílio financeiro para reconstruir o prédio, por meio do PAC Cidades Históricas.

Mais: Incêndio destrói parte do Mercado Público de Porto Alegre sem deixar vítimas

O laudo que vai apontar as causas será emitido em um mês, mas o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, descartou a hipótese de incêndio criminoso. Como o mercado já estava fechado ao público, os poucos funcionários que ainda estavam no local tiveram tempo de sair. Os bombeiros retiraram cerca de 30 gaiolas com aves de uma loja de produtos agropecuários.

Os comerciantes foram autorizados a entrar no prédio, mas ainda não fizeram um levantamento dos prejuízos. Eles também não sabem quando poderão retomar suas atividades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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