Pelo menos 60 vítimas da tragédia em Santa Maria devem falar sobre o caso como parte da instrução do processo contra os quatro réus acusados de homicídio com dolo eventual

Agência Estado

Pertences das vítimas ainda na entrada da casa noturna Kiss, na época da tragédia, em Santa Maria
Mauricio Barbosa/Futura Press
Pertences das vítimas ainda na entrada da casa noturna Kiss, na época da tragédia, em Santa Maria

O juiz de Direito Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, começa nesta quarta-feira (26) a tomar os depoimentos de 60 sobreviventes da tragédia da boate Kiss, como parte da instrução do processo contra os quatro réus acusados de homicídio com dolo eventual.

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As audiências com as testemunhas estão marcadas para o período das 10h às 11h30 e das 13h30 às 17h30 e estão divididas em duas etapas. A primeira vai até sexta-feira (28). A segunda será nos dias 9 e 10 de julho. As sessões são abertas ao público.

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O incêndio da casa noturna ocorreu na madrugada de 27 de janeiro. A investigação policial apontou como causa o uso de um artefato pirotécnico, durante show da banda Gurizada Fandangueira, que gerou uma fagulha que chegou ao teto e queimou o revestimento acústico da casa. A fumaça tóxica matou por asfixia a maior parte das 242 vítimas. 

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Os réus do processo são os empresários Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann e os músicos Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão. Eles devem ir a júri popular, que ainda não tem data marcada.


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