Protesto em Porto Alegre tem vandalismo e choques entre polícia e manifestantes

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Marcado para as 18 horas, o protesto começou na prefeitura de Porto Alegre e reuniu cerca de 15 mil manifestantes

A manifestação em Porto Alegre tem atos de vandalismo e confronto entre manifestantes e a tropa de choque da Brigada Militar. Pedras são lançadas contra os policiais, que respondem com bombas de gás lacrimogêneo.

Marcado para as 18 horas, o protesto começou na prefeitura de Porto Alegre, onde os manifestantes – cerca de 15 mil - se dividiram em três frentes. Duas delas se encontraram na Avenida João Pessoa. A terceira ficou no Paço Municipal.

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Policiais fazem cordões de isolamento no Centro de Porto Alegre, impedindo o acesso ao Palácio Piratini. Alguns manifestantes estão se dirigindo ao local.

Por volta das 20h30 na Avenida Azenha, manifestantes quebraram grades de ferro de lojas, realizaram saques e depredaram tapumes que cobriam uma concessionária de motos que já havia sido atacada na segunda-feira. Meia hora depois, a tropa de choque começou a avançar, forçando o recuo de muitos para a João Pessoa.

Na Avenida Ipiranga, esquina com a Azenha, houve confronto entre Brigada Militar e um grupo. A tropa de choque disparou bombas de efeito moral e balas de borracha.

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Na João Pessoa, manifestantes depredaram uma agência do Banrisul e invadiram a sala de autoatendimento, onde causaram bastante destruição. Na avenida também foi incendiado um contêiner, enquanto o Shopping João Pessoa foi alvo de um grupo. A polícia avança sobre o local, e parte dos manifestantes se refugia no Parque da Redenção.

Também houve ações de vandalismo na Avenida Lima e Silva, onde os participantes dos protestos entraram em confronto com a cavalaria da BM. De acordo com o jornal Zero Hora, quatro pessoas foram presas nos tumultos na Avenida Ipiranga, onde o avanço da BM conseguiu dispersar os manifestantes.

Antes do início dos protestos, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, lembrou em entrevista à Rádio Gaúcha o movimento dos caras-pintadas contra Fernando Collor, em 1992, movimento que não recorreu à violência. Ele afirmou que as manifestações são importantes e fortalecem a democracia.

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