Ex-marido morre e mulher fica ferida após cárcere privado de mais de 20h no RS

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo a polícia, invasão ocorreu após ex-marido não responder mais às tentativas de negociação. Ele teria tentado matar a mulher asfixiada e depois se enforcado dentro da casa

Um homem que manteve a ex-mulher em cárcere privado por mais de 20 horas na cidade de Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), foi encontrado morto no início da manhã desta quarta-feira (05). Segundo a Brigada Militar, Jerry Eder Aguiar, 41 anos, se enforcou dentro da casa, e Rosemeri da Silva Anori, 51 anos, foi encontrada ferida, com sinais de asfixia. 

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O homem e a mulher foram retirados da casa pela polícia, que invadiu o local após não receber mais respostas vindas de dentro da residência. A Brigada Militar negociava com o sequestrador desde às 11 horas de terça-feira (3), com telefonemas de meia em meia hora. Por volta das 7 horas desta quarta-feira (4), diante de um período de silêncio dele, invadiu a casa e encontrou a mulher inconsciente sobre um sofá e o corpo do homem no chão da sala, enforcado. 

Com histórico de agressões à ex-companheira, Aguiar estaria inconformado com a recente separação e teria rondado a casa dela nos últimos dias. Por volta das 10h30 de terça-feira (3) entrou e, com uma faca de cozinha, passou a manter tanto a ex-mulher quanto um neto de 26 dias sob cárcere privado.

A Brigada Militar cercou a residência e passou a negociar a rendição. Às 16 horas de ontem, o bebê foi deixado na varanda da casa para ser entregue aos pais dele, um filho e a nora do próprio Jerry. Mas o cárcere privado de Rosemeri continuaria por toda a noite. A polícia acredita que o sequestrador tenha pensado que havia matado a ex-companheira por asfixia quando se suicidou. A mulher sofreu uma parada cardíaca, mas foi reanimada e transferida para um hospital, em estado grave.

O coronel Silanus Mello lamentou o desfecho do caso e explicou que, enquanto há negociações, o procedimento padrão é não invadir, especialmente em casos passionais, para não colocar nenhuma vida em risco.

* Com AE

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