Desembargadora negou pedido feito pela defesa do empresário Mauro Hoffman. Advogados tentaram reverter decisão do Tribunal do Rio Grande do Sul divulgada no último dia 15

Agência Brasil

Mauro Hoffmann se apresenta na delegacia após incêndio na boate Kiss, em Santa Maria
Yuri Weber / Jornal A Razão / Agência O Dia
Mauro Hoffmann se apresenta na delegacia após incêndio na boate Kiss, em Santa Maria

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de liberdade de um dos sócios da boate Kiss, Mauro Hoffman, que está preso desde o final de janeiro. A decisão liminar é da desembargadora convocada Alderita Ramos de Oliveira. A casa noturna pegou fogo no dia 27 de janeiro e deixou pelo menos 239 mortos. 

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Os advogados tentavam reverter decisão liminar do desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) José Martinez Lucas, que manteve Hoffman preso confirmando decisão do juiz de primeiro grau.

O juiz prorrogou a prisão temporária por mais 30 dias alegando que ainda há fatos que precisam ser esclarecidos e que há indícios de que Hoffman realmente tem culpa no incêndio que matou mais de 230 pessoas em Santa Maria (RS), na madrugada de 27 de janeiro.

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Para Alderita Oliveira, o STJ não pode reformar decisão liminar de instâncias inferiores, pois isso significaria suprimir ilegalmente o caminho natural do processo e vai contra uma súmula editada pelo Supremo Tribunal Federal. A ministra lembra que as intervenções são autorizadas apenas nos casos em que há clara irregularidade na decisão contestada, mas que esse não é o caso.


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