Juiz aceitou pedido da Polícia Civil contra os quatro suspeitos. Para o Ministério Público houve "crime de homicídio qualificado" e acusados assumiram riscos

O juiz Regis Betolini, da Comarca de Santa Maria (RS), prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Elissandro (Kiko) Spohr e Mauro Londero Hoffmann, sócios-proprietários da boate Kiss, onde ocorreu o incêndio que matou 236 pessoas, na madrugada de domingo (27), e também do cantor Marcelo de Jesus dos Santos e do auxiliar da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha. Eles tiveram a prisão temporária, de 5 dias, decretada logo após o incêndio.

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O pedido de prorrogação foi enviado para o juiz pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, que viu indícios de crime hediondo na morte das vítimas. Em manifestação encaminhada na quinta-feira (31) à noite à Justiça, os promotores Joel Oliveira Dutra e Waleska Flores Agostin afirmam que houve "um crime de homicídio qualificado" e que os acusados assumiram "risco de produzir o resultado morte".

Pedido de liberdade negado

Na quinta, a Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de liberdade provisória em favor de Kiko Spohr. A decisão foi do juiz plantonista da comarca de Santa Maria Afif Simões Neto. Na decisão, o juiz informou que não havia motivos plausíveis para desfazer a sentença do Juiz Régis Adil Bertolini.

"O decreto de prisão temporária embasou-se em sólidos fundamentos fáticos e jurídicos, principalmente no que diz respeito à necessidade da custódia para a investigação que se encontra em curso", destacou o juiz.

*com AE

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