Sete são mantidos reféns após tentativa de assalto a fábrica de joias no RS

Quadrilha realizou oito explosões no local até a chegada da PM, que impediu crime. Na fuga, funcionário foi feito como escudo humano e outros seis moradores da região foram levados

Ricardo Galhardo , iG São Paulo | - Atualizada às

Wilson Cardoso/Brigada Militar
Policiais prendem criminosos após assalto a fábrica de joias em Cotiporã, próxima a Porto Alegre

Três assaltantes morreram, dois policiais ficaram feridos e sete pessoas foram feitas reféns depois de uma tentativa de assalto a uma fábrica de joias em Cotiporã (RS), a 150 km de Porto Alegre.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), disse em entrevista à Rádio Gaúcha que a integridade dos reféns é prioridade. O comando da Brigada Militar está reunido neste momento para reavaliar a estratégia de busca dos reféns. Pelo menos 120 policiais, dezenas de carros e um helicóptero foram mobilizados na operação.

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A Brigada Militar chegou à fábrica por volta das 2h deste domingo, quando os criminosos já haviam feito pelo menos oito pequenas explosões no interior do estabelecimento. A quadrilha era considerada a mais procurada do Rio Grande do Sul por diversos assaltos a bancos, casas lotéricas, pedágios e há meses estava sob monitoramento da Brigada. O líder dos criminosos, Elisandro Falcão, foi morto durante o confronto.

Wilson Cardoso/Brigada Militar
Carros foram atingidos por balas após bandidos trocarem tiros com policiais

Graças ao monitoramento do setor de inteligência da Brigada, um grupo de policiais conseguiu chegar ao local antes que o assalto fosse consumado. Cercados, os criminosos tentaram abrir caminho à bala. Três deles morreram e dois policiais foram feridos mas não correm risco de morte.

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Um funcionário da fábrica foi usado como escudo humano. Os assaltantes conseguiram chegar até um conjunto de casas na vizinhança onde fizeram outros seis reféns e conseguiram escapar para um matagal próximo à fábrica.

A Brigada Militar gaúcha ainda não tem a identificação dos reféns e não recebeu qualquer tentativa de contato dos criminosos. O helicóptero e equipes de busca vasculham o matagal mas ainda não conseguiram localizar os fugitivos.

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