Ladrões de fábrica de joias no RS são fugitivos do semiaberto

Bandidos mantém sete reféns após tentativa de assalto a fábrica de joias em Cotiporã, na Serra Gaúcha

Ricardo Galhardo |

Wilson Cardoso/Brigada Militar
Carros foram atingidos por balas após bandidos trocarem tiros com policiais

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul já identificou os nomes dos criminosos que fugiram levando sete reféns após uma tentativa frustrada de assalto a uma fábrica de joias em Cotiporã, na Serra Gaúcha, a 150 km de Porto Alegre, que deixou três assaltantes mortos e dois policiais feridos.

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De acordo com o coronel Altair de Freitas Cunha, subcomandante da Brigada, os assaltantes fugiram no sábado de um presídio onde cumpriam pena em regime semiaberto. Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar as investigações.

“São três ou quatro homens, todos fugitivos do semiaberto. Um deles é irmão de um dos mortos”, disse o coronel.

Segundo ele, mais de 100 homens da Brigada estão vasculhando o matagal próximo à fábrica assaltada com ajuda de um barco e um helicóptero. Até agora não foi encontrado nenhum sinal da presença dos fugitivos.

A Brigada Militar trabalha com duas hipóteses. A primeira é a de que os criminosos liberaram os reféns ainda na madrugada deste domingo e fugiram antes que os policiais fechassem o cerco ao matagal.

“Eles podem ter liberado os reféns sob a condição de que não procurassem a Brigada, caso contrário se vingariam das famílias”, disse o coronel.

A segunda hipótese é que todos continuem escondidos no matagal.

“Fizemos o bloqueio. O terreno é acidentado, cortado por um rio e só existe uma ponte que leva a Bento Gonçalves”, disse o subcomandante da Brigada gaúcha.

Três assaltantes morreram, dois policiais ficaram feridos e sete pessoas foram feitas reféns depois de uma tentativa de assalto a uma fábrica de joias em Cotiporã. Entre os mortos está Elisandro Rodrigo Falcão, 31 anos, considerado o homem mais procurado do Estado. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), disse em entrevista à Rádio Gaúcha que a integridade dos reféns é prioridade.

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