Caminhoneiros voltam a protestar em estradas gaúchas

Manifestantes põem fogo em pneus e quebram para-brisas de motoristas que seguem trabalhando

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Caminhoneiros voltaram a protestar na madrugada da sexta-feira, colocando fogo em pneus e quebrando para-brisas de veículos de motoristas que seguem trabalhando nas estradas no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Estado, os ataques na madrugada são uma estratégia para fugir da fiscalização e, até agora, nenhum caminhoneiro responsável pelas ofensivas foi identificado. Ainda segundo a PRF, os protestos ocorreram nas rodovias BR-392 e BR-158, em Santa Maria (região central gaúcha).

Leia também: Caminhoneiros protestam com bloqueios na Fernão Dias, em Minas Gerais

A categoria protesta contra a regulamentação da profissão estabelecida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que limita a jornada diária de trabalho em oito horas, com paradas de 30 minutos a cada quatro horas na estrada. Também fica determinado que os caminhoneiros deverão ter 11 horas de descanso por dia. A regulamentação pretende eliminar as longas jornadas, que são consideradas uma das causas de acidentes nas rodovias, além do uso de substâncias ilícitas (os chamados rebites) que mantêm os motoristas acordados.

As medidas são consideradas boas sob o ponto de vista das condições de trabalho, mas os autônomos preveem remuneração menor. O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), que é tido como responsável pelas manifestações no País, chegou a propor um limite de quilometragem trafegada entre cada parada, cerca de 750 quilômetros. A sugestão não foi aceita.

Até o meio-dia, não houve bloqueio ou trânsito lento nas rodovias gaúchas em virtude dos protestos. Na terça-feira à noite, a Justiça Federal concedeu liminar instituindo multa de R$ 50 mil ao MUBC para cada hora de trânsito bloqueado nas rodovias federais no Estado.

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