RS diz que ensino público receberá filhos de sem-terra

A secretária da Educação do Rio Grande do Sul, Mariza Abreu, disse hoje que a rede de ensino pública está pronta para receber os 640 filhos de sem-terra que deixarão de ter aulas de educadores itinerantes neste ano. Estão asseguradas as matrículas em escolas fixas próximas aos acampamentos, com transporte gratuito, declarou.

Agência Estado |

"Vamos oferecer educação de qualidade e melhor formação para a cidadania para crianças que passarão a estudar com outros brasileiros da mesma idade e não mais separadas (em acampamentos)", enumerou, como vantagens do novo sistema, que passa a vigorar com o novo ano letivo, a partir de 2 de março.

Desde 1996 o ensino fundamental dos filhos de acampados estava sob responsabilidade da organização não-governamental (ONG) Instituto Preservar, que recebia repasses de R$ 16 mil mensais para manter 13 educadores entre os sem-terra, num sistema denominado de "escola itinerante". No final do ano passado, a Secretaria da Educação assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual (MPE) se comprometendo a romper o acordo com a ONG e oferecer ensino aos filhos dos sem-terra em suas escolas fixas.

"Havia problemas na prestação de contas, na precisão das informações e na educação de má qualidade e ideologicamente tendenciosa fornecida pelo Instituto Preservar", criticou Mariza, para justificar a aceitação do TAC proposto pelo MPE e o fim do convênio, que será formalizado nos próximos dias.

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