Roubos aumentam 50% no litoral norte de São Paulo

SÃO PAULO ¿ Os roubos cresceram 50% no litoral norte de São Paulo entre janeiro e setembro de 2009, comparando com o mesmo período do ano anterior. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, os roubos nas cidades de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba saltaram de 657 para 982 no período.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

Somente no último feriado, quando as cidades litorâneas ficaram mais lotadas, foram registrados, entre os casos mais graves, três roubos a residências com reféns e a morte de um homem durante troca de tiros com a Polícia Militar em Caraguatatuba.

Na invasão as casas, dois casos aconteceram em São Sebastião, sendo que, em um deles, um jovem ficou ferido após levar coronhadas na cabeça ao tentar lutar com os assaltantes. Em ambos os assaltos, foram roubados objetos pessoais das vítimas, dinheiro, cartões bancários e um computador.

Em Ubatuba, em um assalto à residência, moradores conseguiram dominar um dos assaltantes até a chegada da polícia. O outro conseguiu fugir. A cidade, que nos nove primeiros meses de 2008 contabilizou 45 roubos, passou para 72, em 2009. São Sebastião foi o município que teve o maior crescimento nos roubos, passando de 133 para 262.

Para o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Batista Nery, o maior número de roubos é um indicativo de que os criminosos estão tendo acesso mais fácil a armas.

Outro ponto, conforme Nery, que facilita ad ocorrências de crimes em cidades litorâneas, é o fato das pessoas terem condutas diferentes daquelas adotadas quando estão nas próprias casas. Há o fator descontração. Os turistas ficam mais relaxados com a própria segurança, diz.

Como a maior parte das casas de veraneio é destinada apenas a temporadas e finais de semana, o verão por si só já é um chamariz para os criminosos. Com casas ocupadas há o que roubar, já que os assaltantes podem levar dinheiro, celulares..., afirma a pesquisadora Sueli Félix, coordenadora do Laboratório de Estudos da Violência e Segurança (LEVS), da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP).

O porta-voz da Polícia Militar, capitão Emerson Massera Ribeiro, afirma que é preciso ponderar esses dados. Segundo ele, com a greve da Polícia Civil em 2008, muitas ocorrências deixaram de ser registradas.

O capitão Ribeiro defende ainda que o aumento não aconteceu por negligência ou falta de policiais. O criminoso muda o local de atuação e vai para onde é mais atrativo. O aumento dos policiais é proporcional à variação da população nessas regiões, diz.

Para a pesquisadora Sueli, há a necessidade da veiculação de campanhas educativas para os turistas e, principalmente, a criação de forças-tarefas policiais em feriados prolongados, assim como na alta temporada.

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