BELÉM - O prejuízo que o Museu Emílio Goeldi, em Belém, teve com o furto de 40 obras raras de sua biblioteca pode alcançar R$ 2 milhões. Apenas dez desses livros, fartamente ilustrados, valem hoje no mercado de antiguidades cerca de 200 mil euros, segundo estimativa da Polícia Federal.

A biblioteca está fechada ao público e aos pesquisadores desde ontem pela polícia, que começou a fazer a perícia na sala onde estavam os livros dos séculos 17, 18 e 19.

A delegada Rúbia Gama Pinheiro, responsável pelo inquérito, começou a ouvir servidores e seguranças do museu para buscar informações sobre possíveis autores do furto. Ela disse que não se sabe ainda quando as obras foram roubadas, já que museu não controlava a sala onde elas estavam guardadas. Muitas gravuras foram arrancadas, provavelmente com estilete, de outras obras da biblioteca por causa da fragilidade do controle. O sumiço das obras foi notado no dia 17.

A segurança era precária, disse a delegada. A Interpol já foi acionada e deverá colaborar com as investigações. Uma lista de pessoas inscritas para consultar as obras da biblioteca já está em poder da PF e todas serão chamadas para depor. A diretora do museu, Ima Vieira, anunciou que o sistema de vigilância será reforçado. O projeto estava pronto e, segundo sua assessoria, pessoas que sabiam do novo sistema podem ter se antecipado para retirar do local as obras previamente escolhidas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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