Roubo de quadros foi encomendado, considera filho de Ilde Maksoud

SÃO PAULO - O artista plástico Cláudio Maksoud, de 53 anos, filho da colecionadora Ilde Maksoud, disse acreditar que o roubo à casa de sua mãe, acontecido na manhã de domingo, nos Jardins, área nobre da capital paulista, foi encomendado. ¿Eles sabiam direitinho como funcionava a casa. Foi uma coisa planejada e encomendada¿, disse.

Redação |

No assalto, os ladrões levaram os quadros Cangaceiro (1956) e Retrato de Maria (1934), de Cândido Portinari, a Figura em Azul (1923), de Tarsila do Amaral, e Crucificação de Jesus , de Orlando Teruz, além de um relógio da marca Cartier, celular e dinheiro. Segundo especialistas, as obras são avaliadas em cerca de R$ 3,5 milhões.

AE
Movimentação em frente à casa da colecionadora nesta segunda-feira

Para Maksoud, o roubo foi armado já que sua mãe possui diversas obras em casa, mas com valores de mercado bem menores do que os quadros levados. Ela tem artistas conhecidos, mas, somados, não chegam nem a metade do valor de um Portinari, afirmou.

Segundo ele, a quadrilha, formada por 20 homens, revirou a casa de Ilde em busca de dinheiro e jóias. No cofre não tinha muita coisa e eles colocaram a casa abaixo, disse. Gavetas e armários foram abertos em busca de objetos de valor e muitas coisas foram jogadas no chão.

Maksoud contou também que sua mãe está muito triste e chocada com o crime. Apontaram uma metralhadora para ela que é uma senhora de 80 anos. Não foi brincadeira, disse, acrescentando que visitará a mãe novamente nesta segunda-feira. Ela não quis sair da casa.

O artista não descartou que alguém do circulo de relacionamento da família possa ter avisado os bandidos sobre o funcionamento da casa. Porém, em razão do alto número de funcionários que a família já teve, considera difícil descobrir se há conhecidos envolvidos no caso. 

A polícia informou que o vigia da casa disse que, por volta de 9h20, um homem em uma Fiorino branca parou em frente ao portão e mostrou um arranjo de flores dizendo que queria entregá-lo à proprietária. Quando abriu o portão, o vigilante foi rendido e obrigado a deixar os demais assaltantes entrarem. Sobre a falha na segurança, Maksoud disse que foi uma fatalidade.  Não teria como imaginar que alguém faria isso, afirmou ele, dizendo acreditar que os quadros devem ser recuperados.  

Grupo invade mansão e rouba obras de arte em São Paulo:

Leia mais sobre: roubos de telas


    Leia tudo sobre: quadroroubo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG