Rotina de Lourdes está ligada à fé

Rotina de Lourdes está ligada à fé Por Mônica Nóbrega Lourdes, 24 (AE) - No público, contado aos milhares, as expressões vão do profundo êxtase ao indisfarçável sofrimento. Reações de emoção e respeito que se manifestam quando as mãos tocam a pedra da gruta onde a adolescente Bernadette Soubirous viu a Virgem Maria, entre fevereiro e julho de 1858.

Agência Estado |

Ou diante da grandiosidade dos Santuários Nossa Senhora de Lourdes.

Observar do alto a esplanada diante das basílicas - são três sobrepostas, mas a principal é a da Imaculada Conceição, apoiada sobre a caverna que fez a fama local - dá a exata dimensão de como a cidadezinha se preparou para receber tal quantidade de turistas. E de como a rotina de Lourdes está ligada à fé.

Os principais espaços vivem repletos de visitantes. Da gruta às torneiras que jorram água benta, da livraria às piscinas onde os enfermos mergulham em busca da cura. Entre 80 mil e 100 mil voluntários ajudam na recepção dos fiéis a cada ano. As tarefas são simples, mas fundamentais: empurrar cadeiras de rodas, ajudar a atravessar ruas, organizar a procissão.

Os turistas passam o dia na área dos santuários, entre a esplanada e os 22 lugares para culto. As missas começam a cada uma hora. Grupos de jovens e estudantes circulam com camisetas e bonés de identificação.

As ruas comerciais do entorno ficam movimentadas o dia todo. Mas é no fim da tarde que as lojas de souvenirs realmente lotam. Nesse momento, a maioria dos turistas volta aos hotéis para jantar e se preparar para o grande evento da noite: a Procissão das Velas, que ocorre todos os dias, de abril a outubro.

Às 21 horas, pontualmente, uma multidão parte da gruta, comandada pela imagem de Nossa Senhora. Uma missa em quatro idiomas é celebrada em seguida. Todos carregam velas acesas - e você sentirá que está perdendo o melhor da festa se não estiver com a sua a postos.

Santuários Notre Dame de Lourdes: lourdes-france.com

BOXE: ALGO MAIS
- Cachô: há duas antigas residências da família de Bernadette Soubirous, a menina que viu as aparições, abertas ao público. O Moinho Boly vale uma passagem rápida; o cachô, cela de uma antiga prisão onde a família morou quando esteve em situação de miséria quase absoluta, impressiona mais. Trata-se de um cubículo que foi habitado por 11 pessoas da família;
- Castelo: o Château Fort (entrada a 6 euros ou R$ 15) domina a cidade do alto de uma colina. É a melhor vista de Lourdes e dos santuários. O Museu dos Pireneus, lá dentro, conta a vida dos habitantes da região com objetos como roupas, brinquedos e ferramentas;

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