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Rotina ajuda criança a se alimentar melhor, ensina especialista

Disposição para jogar bola com os amigos, andar de bicicleta, aulas de inglês e piano, além de notas boas e raras faltas no colégio. Energia a criançada tem de sobra, no entanto, na hora de se alimentar, eles não exibem o mesmo humor.

Agência Estado |

Cada vez mais, as crianças impõem suas vontades durante a refeição, fechando a boca para os alimentos saudáveis. Para reverter essa situação, Raquel Caruso, psicopedagoga e coordenadora da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (Edac), de São Paulo, explica que é preciso estabelecer uma rotina.

"Isso significa estipular horários e adquirir hábitos, como café da manhã, almoço, jantar e lanches saudáveis nos intervalos de cada refeição principal." Outra dica da profissional, é criar um cardápio semanal e deixá-lo ao alcance das crianças. "Coloque-o em uma lousa, cartaz ou geladeira. Para os menores, o ideal é recortar as figuras correspondentes à refeição do dia", sugere Raquel. Depois que o hábito alimentar saudável for adquirido, dá até para reservar um dia da semana para algo que não seja tão nutritivo. "Se a criança não consegue largar o mau hábito, o ideal é espaçar ainda mais o dia do ‘besteirol’ até ser retirado do cardápio."

"Crianças são extremamente espertas e observadoras. Se elas descobrem que uma atitude pode chamar a atenção de seus pais, certamente a farão. Não por maldade, mas por instinto", avisa o pediatra Yechiel Moises Chencinsk, autor do livro Homeopatia, mais simples do que parece (Pólen Editorial).

Para ele, é importante que os pais percebam essa situação o quanto antes e não caiam na armadilha. "Uma vez nela, as crianças irão aproveitar para determinar o que elas querem ou não comer. E isso pode não ser saudável." A atitude de usar a comida como forma de chantagem, em algumas casos, não passa da porta de casa. "Muitas escolas ensinam o valor nutricional da refeição e os alunos aprendem a necessidade de comer bem. Pena que na teoria é uma coisa e na prática normalmente é outra", diz o pediatra.

Eduardo Diório

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