Rossi diz que pode derrotar Quércia no PMDB de São Paulo

BRASÍLIA - Lançado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como um possível candidato peemedebista ao governo de São Paulo, o deputado Francisco Rossi declarou ao Portal iG que está disposto a bater chapa na convenção estadual do partido contra o ex-governador e presidente regional da legenda, Orestes Quércia.

Tales Faria, iG Brasília |

"Sou amigo do Quércia, mas posso afirmar: ele não é imbatível no diretório", alerta Rossi. Em 2006, sem grandes apoios, o deputado estadual Jorge Luis Caruso disputou a presidência regional da agremiação e conseguiu quase 30% dos votos. "Há muita insatisfação no PMDB com a forma como a direção estadual vem conduzindo o partido. Se o Temer realmente me apoiar, temos condição de vencer", afirma.

Agência Câmara
rossi
Deputado Francisco Rossi
O deputado diz ver espaço para o lançamento de um nome do PMDB a governador de São Paulo, independentemente dos tucanos, e que ele está disposto a ser esse candidato. Já Quércia afirma que o partido apoiará a indicação dos aliados regionais, o PSDB e do DEM. Conforme o Portal iG revelou ontem, Quércia diz não acreditar na candidatura de Francisco Rossi . O deputado, por sua vez, insiste que Quércia fechou aliança com os tucanos sem consultar as bases do partido.

Francisco Rossi afirma que só não será candidato se o próprio Quércia e Michel Temer entrarem em acordo: "Na verdade os dois sempre evitaram um confronto. Então fico em dúvida se o Temer realmente estará disposto a bater chapa com o Quércia, e vice-versa. Mas ultimamente eles têm assumido posições muito divergentes. Com um apoio efetivo do Temer até o final, tenho condições de vencer a convenção em São Paulo e sair candidato. Só isso que precisamos acertar".

Apesar de trabalhar pela candidatura própria do PMDB a governador de São Paulo, contra o PSDB e o PT, Francisco Rossi defende, no campo nacional, a participação no governo Lula e o apoio à candidata petista ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff. Se o Michel Temer for, de fato, o vice na chapa da aliança nacional entre o PMDB e o PT, não vejo como nós aqui em São Paulo deixemos de apoiar a Dilma. E isso não impediria o Quércia de sair candidato ao Senado.

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