O ex-governador do Distrito Federal e ex-senador Joaquim Roriz acaba de anunciar sua saída do PMDB e a decisão de se candidatar a um novo mandato em 2010 por outro partido, que não identificou. Ele acusou a cúpula nacional do partido de participar de um negócio com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).

Roriz, que era 1º vice-presidente nacional do PMDB, discursou nesta tarde na sede regional do partido, e declarou-se "inconformado" com o esvaziamento da reunião em que a cúpula peemedebista deveria examinar sua candidatura. Ele afirmou que foi "expulso" do PMDB, já que este não quis lhe dar legenda para concorrer.

Dos 17 integrantes da Executiva Nacional do PMDB, apenas dois, além do próprio Roriz, compareceram à reunião para discutir sua candidatura: a presidente em exercício da legenda, Íris de Araújo, que substitui o presidente licenciado, deputado Michel Temer (SP), e o 5º suplente da Executiva, deputado Moisés Avelino (TO).

Em discurso para esses dirigentes e para militantes locais do PMDB, Roriz anunciou que sairá candidato ao governo do Distrito Federal e afirmou que ganhará "no primeiro turno". Ele não quis adiantar a qual partido vai-se filiar, mas seus aliados consideram que o mais provável é o PSC. "Tenho nove convites. Deixo o partido, porque não me dá legenda para disputar o governo."

Roriz responsabilizou pessoalmente o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), pelo esvaziamento da reunião de hoje e acusou a cúpula nacional do partido de "participar de um negócio com o governador" do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).

"Isso não foi política, foi negócio, que vão ter que explicar. Eu saio do partido feliz, porque não quero compactuar com o negócio", declarou. O ex-governador não explicou o teor do negócio a que se referia.

Roriz lembrou que governou o Distrito Federal quatro vezes. Na primeira, ele foi nomeado pelo regime militar. Nas outras três vezes, foi eleito.

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