Ronaldo Fraga leva crianças e idosos para a SPFW

O segundo dia de desfiles na São Paulo Fashion Week (SPFW) começou cedo, com a apresentação da estilista Isabela Capeto. Inspirada na cultura viking, a criadora conseguiu criar um clima de frio intenso, em efeitos na maquiagem - com pestanas postiças pintadas de branco nas pontas, como se fosse gelo, no brinco de cubo de gelo e na passarela branca.

Agência Estado |

À tarde, Ronaldo Fraga emocionou o público da 26ª SPFW com um casting formado por idosos e crianças saltitando pela passarela. Já Alexandre Herchcovitch se inspirou num universo complexo - dos cabarets dadaístas, das musas cubistas e do punk alemão - para montar sua coleção de inverno.

A coleção de Isabela Capeto veio repleta de misturas de cores, um marco no trabalho da estilista, que também apresentou uma combinação de tecidos leves e pesados e bastantes sobreposições. "Minha intenção é tornar a mulher bonita, feminina, seja ela de qualquer idade", avisa a estilista. Tecidos nobres, como a seda, o linho e a organza aparecem entre as matérias-primas, ao lado de tricôs e flanela. A estilista também investiu nos acessórios. Brincos e colares de acrílico transparente surgem em formato de cubos de gelo e cintos de macramê com franjas de camurça marcam as cinturas. Nos pés, saltos anabela de tressê de couro.

À tarde foi a vez Ronaldo Fraga emocionar a plateia. Para começar, colocou no cenário bonecos do grupo Giramundo, fonte de inspiração da coleção de outono-inverno 2009. Manipulados durante toda a apresentação, deram graça e leveza ao desfile, que teve outra surpresa no casting, formado unicamente por senhoras, senhores e crianças. A ideia, segundo Fraga, era mostrar o "início e fim", com crianças correndo pela passarela, e os vividos, em outro ritmo, deixando brancos entre um look e outro, sem pressa.

A leveza da apresentação levou alguns fashionistas às lágrimas. As peças mantêm o jeito de ser de Fraga, que mais do quem um estilista, é um contador de histórias. Isso significa que a modelagem é ampla, confortável. Os macacões se destacam em todas as linhas. A estamparia engraçadinha é outra marca registrada. E elementos da moda infantil, como a casinha de abelha, migra para o adulto, dando mais graça à proposta. "Do infantil também trouxe a preocupação com o avesso, que tem de ser confortável", conta Fraga.

Alexandre Herchcovitch avisou que iria misturar cabarets dadaístas, musas cubistas, sonhos erotizados surrealistas ao punk alemão. Transportar tudo isso para uma coleção é tarefa que só cabe a ele, um dos grandes nomes das agulhas do País. Isabeli Fontana abriu o desfile com look de aplicações de metal sobre fundo estampado de floral rosa e cinza. Alexandre revisita os babadinhos miúdos, e sugere malhas metalizadas e muito paetê para o inverno. As calças são curtas e bufantes. Delícia a sainha curta de lã e toda a linha de alfaiataria, ramo que ele domina como poucos. A sofisticação ganha vez no vestido de tressê e nas estolas de lã.

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