Roger Abdelmassih vai se casar com procuradora da República

O médico Roger Abdelmassih, acusado de abusar sexualmente de 56 clientes de sua clínica de reprodução assistida, em São Paulo, irá se casar, em fevereiro deste ano, com a procuradora da República Larissa Maria Sacco. A informação foi confirmada hoje pelo advogado de defesa do réu, José Luís de Oliveira Lima.

iG São Paulo |

Abdelmassih ficou preso entre o dia 17 de agosto e 24 de dezembro de 2009, quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu um habeas corpus por considerar que não havia motivos para mantê-lo preso, já que ele não exercia mais a profissão de médico. O Conselho Regional de Medicina (CRM) suspendeu o registro do réu em agosto do ano passado.

E

Roger Abdelmassih quando deixou a delegacia acompanhado do advogado

Abdelmassih ficou detido no 40º Distrito Policial (DP), na Vila Santa Maria, zona norte da cidade e, em agosto, foi transferido para a Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.

O caso

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Abdelmassih por estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes , segundo informação do Ministério Público.

Na época, a Promotoria chegou a receber cerca de 70 relatos de supostas vítimas de Abdelmassih. Mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele o acusam de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo delas durante atendimentos.

As vítimas disseram ter surpreendido o médico tocando-as quando começavam a despertar dos efeitos da anestesia que recebiam para os procedimentos de extração ou de implantação de óvulos.

O médico nega as denúncias e alega que em todos seus procedimentos eram acompanhados por enfermeiras e atribui as acusações a alucinações sofridas pelas pacientes pelos efeitos da anestesia

Pelo menos um caso de suposto estupro foi investigado pela polícia. No depoimento que prestou na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no centro de SP, em junho, Abdelmassih manteve-se calado durante todo o tempo.

Caso o médico seja denunciado e condenado, as penas para os crimes contra cada uma das mulheres serão somadas. As penas para atentado violento ao pudor e estupro variam de 6 a 10 anos de prisão.

*Com informações da Agência Estado

Leia mais sobre : Roger Abdelmassih

    Leia tudo sobre: roger abdelmassih

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG