Quatro mulheres foram ouvidas até o momento no inquérito que investiga denúncia contra o médico Roger Abdelmassih, dono da maior clínica de reprodução assistida do País. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a primeira acusação corre em segredo de justiça e o depoimento das mulheres faz parte de uma nova denúncia.

As depoentes estão sendo ouvidas pela delegada Celi Paulino Carlota, da 1ª Delegacia da Mulher.

Abdelmassih foi preso na última segunda-feira, 17, sob a acusação de estuprar 56 mulheres. Os crimes teriam começado na década de 1970. O pedido de habeas corpus para o médico foi negado na quarta-feira,19, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. No mesmo dia o Conselho Federal de Medicina suspendeu seu registro profissional por tempo indeterminado. Abdelmassih está preso no 40º Distrito Policial, em Vila Santa Maria.

De acordo com o STJ, o Ministério Público (MP) de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Núcleo São Paulo, denunciou o médico pelo crime de estupro, supostamente praticado contra 56 mulheres, a maioria ex-pacientes, baseando-se nas provas colhidas em inquérito policial instaurado no ano passado. O juiz Bruno Paes Stranforini, da 16ª Vara Criminal da Capital, aceitou a denúncia do MP contra o médico e decretou a prisão.

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