SÃO PAULO - Uma das primeiras estradas do País concedidas à iniciativa privada, a rodovia Presidente Dutra terá o contrato revisto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ainda não há prazo, mas a revisão deverá acarretar diminuição no valor do pedágio, porém aumento no número de praças de cobrança e bloqueios nas entradas e saídas das cidades à margem da estrada.

Haverá pagamento de pedágio tanto para trechos de cinco quilômetros entre dois bairros de uma mesma cidade quanto para percursos interestaduais de 400 quilômetros. De acordo com o secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, a via chegou ao padrão de alto risco - ou seja, não comporta nenhum crescimento. "Está no limite."

AE
Tráfego na rodovia Presidente Dutra

Atualmente há cinco praças nos 402 quilômetros de extensão da estrada entre São Paulo e Rio de Janeiro. Entretanto, apenas 9% dos usuários pagam pedágio. Os 91% restantes utilizam a estrada em percursos urbanos e interurbanos de curtas distâncias e sem pagar nada por isso.

Diariamente são registradas, em média, 872.706 viagens, que vão de percursos de dois quilômetros até a rota completa entre Rio e São Paulo. Desse total, apenas 75.925 viagens passam por pedágios (45% de caminhões e 5% de ônibus).

A saída, segundo Perrupato, seria bloquear entradas e saídas de cidades, para estimular o uso de estradas municipais para o tráfego intermunicipal de pequena distância. "O usuário pagaria de acordo com o que percorresse." As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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